A arte milenar que ensina falcões a prevenir acidentes aéreos
"A utilização da falcoaria pode reduzir de 30% a 40% a probabilidade de colisões entre pássaros e aeronaves"
Uma prática milenar está sendo utilizada para aumentar a segurança da aviação. Considerada uma mescla de arte, esporte e manifestação cultural, a falcoaria tem protegido aeronaves pelo mundo nos dois momentos mais delicados de um voo: a decolagem e o pouso.
Graças a técnicas de adestramento de aves de rapina para a caça, falcões e gaviões fazem o monitoramento das pistas dos aeroportos com a missão de minimizar o 'risco aviário', ou seja, o choque de pássaros contra os aviões, o que pode causar acidentes graves.
Alguns dos mais movimentados aeroportos do mundo utilizam a falcoaria para prevenir acidentes, como JFK (Nova York), Portela (Lisboa) e Barajas (Madri). No Brasil, a prática já foi adotada nos aeroportos da Pampulha e Confins (Belo Horizonte), Galeão (Rio de Janeiro), Salgado Filho (Porto Alegre), Eurico de Aguiar Salles (Vitória), Lauro Carneiro de Loyola (Joinville) e Val-de-Cans/Júlio Cezar Ribeiro (Belém).
"A utilização da falcoaria pode reduzir de 30% a 40% a probabilidade de colisões entre pássaros e aeronaves. É uma técnica que tem a importância cada vez mais reconhecida e é cada vez mais adotada por todo o mundo", afirma à BBC Brasil o falcoeiro e biólogo Carlos Eduardo Carvalho, pioneiro da falcoaria para a segurança aérea no Brasil, ao adotar a prática, em 2007, no aeroporto da Pampulha.
"O entorno das pistas é muito atraente, especialmente em aeroportos dentro de centros urbanos, porque os pássaros veem a grama como um alimento de fácil acesso. A presença dos falcões nesse ambiente dispersa as aves, pois o animal, naturalmente, foge do seu predador", explica Carvalho, que atualmente desenvolve a tese "Eficiência de Falcoaria em Controle e Manejo de Fauna no Brasil", no Doutorado em Ecologia, Conservação e Manejo de Fauna Silvestre pela UFMG.
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