Farmacêutico analisa possível mutação do coronavírus em paciente no brasil
De acordo com o farmacêutico, é extremamente importante saber se o vírus está sofrendo mutações de um país para o outro
O farmacêutico e virologista da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Gúbio Soares, participa de um estudo que visa descobrir se houve possíveis mutações no vírus de uma paciente, de 42 anos, infectada pelo novo coronavírus (Covid-19), em Feira de Santana, cidade localizada a cem quilômetros de Salvador.
Soares explicou que ele e outros pesquisadores sequenciaram o vírus da mulher, que é uma trabalhadora doméstica, e foi infectada por sua empregadora: "Nós começamos a sequenciar essa amostra para sabermos se o vírus tem as mesmas características do exterior, vindo da Itália, porque a pessoa [patroa] que foi identificada em Feira de Santana veio da Itália e passou para a empregada", disse ele ao G1. "Nós temos o vírus da empregada e é esse que estamos sequenciando", completou.
De acordo com o farmacêutico, é extremamente importante saber se o vírus está sofrendo mutações de um país para o outro. Segundo ele, o sequenciamento deve terminar na terça-feira (17/03). Já na quinta-feira (19/03), os pesquisadores devem estar com o genoma completo do novo coronavírus. “Isso é um avanço, porque podemos ver se esse vírus sofreu mais alguma mutação após vir da Itália e passar para uma pessoa de Feira de Santana, com a genética diferente, com o clima diferente, tudo isso interfere", explicou.
Vale ressaltar que sequenciar o genoma de um vírus dá importantes pistas para que se possa saber sua origem e evolução, possibilitando assim, o desenvolvimento de possíveis vacinas e até curas.
Outros trabalhos do farmacêutico contra o coronavírus
A pesquisa não é o único trabalho de Soares que busca ajudar a população no combate ao coronavírus. Nesta segunda-feira (16/03), o farmacêutico também apresentou um equipamento, que está na UFBA, capaz de fazer o diagnóstico do novo vírus em apenas três horas.
O método recebeu o nome de Real Timer: “Esse equipamento faz uma reação que é capaz de identificar o material genético do vírus, e é isso que os laboratórios utilizam para cravar o diagnóstico”, explicou o farmacêutico, em entrevista publicada no portal Correio 24 horas.
Para Soares, esse método é a forma mais eficiente, atualmente, para definir o diagnóstico: “Ainda não existem testes imunológicos para detectar anticorpos contra o vírus porque ele é novo”, esclarece o pesquisador.
O método é inovador porque, atualmente, os testes realizados para diagnosticar o novo coronavírus são realizados, em média, em 48 horas. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), naquele Estado, o processo para diagnóstico precisa ser confirmado fora do território baiano, pois, as análises começam no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-BA), em Salvador, mas são finalizadas no Rio de Janeiro.
“O material de algum paciente suspeito é encaminhado para o Lacen-BA, onde serão feitos testes para vírus respiratórios com circulação no País [Brasil], como o H1N1. Em casos de negativo para essas análises iniciais, o material deve ser encaminhado para o laboratório de referência para a Bahia, que é a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio”, diz a nota do órgão enviada à imprensa.
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