Motoristas escolares do Sertão fazem apelo ao Estado por pagamento de salários atrasados
Sem rodar desde a suspensão das aulas, condutores de ônibus e vans escolares passam dificuldade
Os motoristas de ônibus e vans escolares de Pão de Açúcar entraram em contato com o 7Segundos para falar sobre as dificuldades que estão enfrentando desde a paralisação das aulas da rede estadual. Como são prestadores de serviço e recebem por quilômetro rodado, não recebem pagamento pelos dias parados.
“Muitos sobrevivem exclusivamente de fazer transporte e agora ninguém sabe quando voltaremos a fazer este tipo de serviço novamente, por causa da quarentena. Tem motorista que já está sem dinheiro para comprar alimentos para a sua família”, afirmou um motorista, que solicitou não ter o nome divulgado na reportagem.
Desde o ano passado, o transporte de alunos da zona rural de Pão de Açúcar passa por problemas e polêmicas. Menos de um mês atrás, os estudantes da rede estadual que fazem uso do serviço fizeram um protesto, ateando fogo em pneus e bloqueando a rodovia AL-130, principal acesso do município, para reivindicar o retorno do transporte escolar. Os estudantes reivindicavam o pagamento de salários atrasados e a retomada do serviço, que havia sido paralisada em outubro de 2019. Em janeiro, após uma ação civil pública do Ministério Público, a justiça determinou que o Estado regularizasse o serviço de transporte escolar no município.
No entanto, de acordo com o motorista que entrou em contato com a reportagem, os pagamentos dos meses de junho, julho, agosto e setembro de 2019 continuam em aberto.
“Gostaríamos de chamar a atenção do governador Renan Filho para a necessidade de quitar, com máxima urgência, o pagamento aos proprietários de ônibus e vans que fazem o transporte de alunos da rede estadual, dos quatro meses, entre junho e setembro que ficaram em aberto. Pedimos urgência porque, com a quarentena, nem trabalhar fazendo transporte alternativo de passageiros, fretes e viagens podemos fazer para complementar a renda”, ressaltou.
A assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou que irá buscar informações sobre a situação junto à 8a, Gerência Regional de Ensino (Gere) e em seguida encaminha à reportagem um posicionamento sobre o assunto.
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