[Vídeo] Hospital de Arapiraca pode ter leitos de Covid-19 desabilitados pelo Estado
Alexandre Ayres confirmou possibilidade, caso Memoriam Djacy Barbosa descumpra acordo
O secretário estadual de Saúde Alexandre Ayres afirmou que o Memorial Djacy Barbosa pode ser desabilitado para atender Covid-19. Caso essa possibilidade seja concretizada, o número de leitos para atender pacientes com a doença em Arapiraca pode diminuir.
Em entrevista coletiva no final da tarde de segunda-feira (08), ele afirmou que a habilitação do hospital, que estava fechado antes da pandemia, aconteceu mediante o compromisso do hospital em cumprir requisitos estabelecidos.
“Nós promovemos a habilitação dos leitos do hospital Djacy Barbosa em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca, que tem realizado auditorias. Nós temos conversado com o secretário [de Saúde de Arapiraca] Glifson para cobrar o cumprimento dos requisitos presentes na habilitação. Se o hospital não cumprir com o que foi pactuado com o Estado e com o município de Arapiraca, nós iremos caminhar para a desabilitação desses leitos”, declarou Alexandre Ayres.
A declaração do secretário foi resposta a uma pergunta encaminhada pelo 7Segundos na coletiva, referente a denúncias da escassez de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os trabalhadores do hospital, além de atrasos nos salários e até mesmo a falta de medicamentos para os pacientes. Frequentemente, o portal recebe denúncias de profissionais da saúde que trabalham no Memorial Djacy Barbosa, que geraram uma série de matérias quando a unidade ainda tinha como nome oficial Hospital Afra Barbosa, nas últimas semanas, as denúncias voltaram a acontecer.
Segundo profissionais de saúde que trabalham no hospital, que pedem para não ter o nome divulgado devido o receio de ser alvo de algum tipo de retaliação, com o retorno às atividades, o Afra Barbosa - que teve o funcionamento suspenso por pouco menos de um mês devido interdição ética do Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal) - voltou a apresentar vários dos problemas que existiam antes, entre eles os atrasos nos pagamentos aos funcionários.
O hospital voltou a funcionar em meados de abril e os trabalhadores só receberam o primeiro salário, referente aos dias trabalhados naquele mês, apenas na primeira semana de junho; e segundo eles, em um valor inferior ao que teria sido acordado pela direção da unidade, no retorno às atividades. Relatos de profissionais à reportagem dão conta da insatisfação em decorrência do atraso no salário e da escassez de EPIs e de falta de medicamentos.
“Tem horas que a gente pensa em desistir, porque não vale a pena correr tanto risco por tão pouco. Mas quando a gente vê a situação dos pacientes, que estão precisando de nós, é que a gente muda de ideia. O que faz a gente ir trabalhar todos os dias é o amor à profissão”, desabafou um trabalhador.
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