MP do Rio prende suspeitos de desvios de R$ 9,1 mi em hospitais durante 7 anos
São cumpridos 7 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc), realiza nesta quinta-feira (25) a operação Pagão, que apura desvios de mais de R$ 9,1 milhões da saúde estadual por uma organização social (OS) que gere hospitais e Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) da rede estadual.
São cumpridos 7 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão, expedidos contra 12 denunciados – funcionários dos OS Instituto dos Lagos Rio. No Rio, os mandados foram cumpridos na capital, em Petrópolis e em Itaboraí. Em São Paulo, foram cumpridos na capital e em Barueri.
Segundo a denúncia, o Instituto dos Lagos Rio recebeu R$ 649 milhões entre 2012 e 2019 para a gestão de unidades de saúde no Rio de Janeiro, mas parte deste valor foi desviada. Além disso, o MP apura se a empresa forjou dados sobre sua capacitação técnica para poder assinar os contratos com o governo fluminense.
O desvio de dinheiro público se dava com o pagamento de valores superfaturados em favor de empresas, sob o pretexto da aquisição de produtos ou terceirização de serviços necessários ao atendimento das UPAs e hospitais.
“As contratações de serviços e as aquisições, no entanto, eram direcionadas para empresas pré-selecionadas, controladas ou previamente ajustadas para o esquema”, informou o MP.
Depois que o pagamento superfaturado era realizado, o repasse dos valores excedentes era feito aos dirigentes da organização criminosa ou a terceiros indicados por eles.
Ainda de acordo com o MP, Juracy Batista de Souza Filho ocupou papel central no esquema de desvio de recursos públicos, dirigindo e coordenando a atividade dos demais.
Também foram denunciados os filhos dele Fabio Figueiredo Andrade de Souza e Fernanda Andrade de Souza Risden, o cunhado José Marcus Antunes de Andrade e os ex- dirigentes Sildiney Gomes Costa, José Carlos Jorge Lima Buechem e Hugo Mosca Filho.
Os empresários apontados como integrantes do esquema são Renê Borges Guimarães, José Antonio Sabino Júnior, José Pedro Mota De Sousa Ferreira, José Antônio Carauta de Souza Filho e Gustavo de Carvalho Meres.
A denúncia foi recebida pela 35ª Vara Criminal do Rio de Janeiro.
(Com informações de Carolina Abelin, da CNN em São Paulo)
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