Por amor, filhos protegem família da Covid-19 e passam Dia dos Pais longe
Conheça a história de duas famílias arapiraquenses
O Dia dos Pais, celebrado neste domingo (9), é uma data para reunir as famílias, e principalmente, os filhos dos pais. Abraços, beijos, risadas, um presente para o papai, e aquele delicioso almoço com todos em volta da mesa. Essa seria a realidade de muitas famílias alagoanas, porém, por conta da Pandemia da Covid-19, o Dia dos Pais de 2020 será diferente.
Dois arapiraquenses, filhos de pais com comorbidades, que se enquadram no grupo de pessoas com maior risco em caso de contaminação pela Covid-19, contaram ao 7Segundos como será esse momento, que por amor e proteção, resolveram não visitar os pais neste dia.
É o caso de Priscila Lopes, de 32 anos, filha do papai Adelmo da Silva, de 55 anos, da mãe Márcia, e irmã de Paulo, Daniel e Henrique. Ela mora em Arapiraca, na Região Metropolitana do Agreste de Alagoas, o seu pai mora na mesma cidade, porém na zona rural. Adelmo é hipertenso, asmático e também deficiente visual.
Priscila conta que será o primeiro Dia dos Pias longe, e que a saudade do colo de pai é grande. “Meu pai é do grupo de risco, e é muito ruim esse momento de pandemia, faz muita falta os encontros e os abraços, e a tranquilidade de antes, onde não tínhamos o medo desse vírus”, conta emocionada.
Ela não preparou surpresa, mas a ligação que o pai vai receber, neste dia especial, será regada de muito amor. “Não preparei surpresa, vou ligar para falar com ele, também comprei um presente para entregar assim que possível. É triste por não está perto de quem amamos”.

Também será o primeiro Dia dos Pias do Pedro dos Anjos, de 24 anos, longe do pai Marco Antônio. No caso de Pedro, a mãe Maria Luciana dos Anjos, é que é do grupo de risco, ela é hipertenso e diabética, e os pais estão isolados, desde o dia 18 de março, na casa onde moram em Arapiraca.
Pedro, tem mais três irmãos, Kaio dos Anjos, João dos Anjos, Marco Antônio, e todos sempre se reuniam aos finais de semana. “Será o primeiro ano longe do meu pai fisicamente, todo ano, e quase todos os finais de semana, a gente se reunia pra conversar e fazer um happy hour, com a pandemia isso dificultou muito, por minha mãe ser do grupo de risco”.
Pedro diz que comprou uma lembrança para o papai, mas o presente que o filho queria, vai ter que ficar para depois. “Comprei uma lembrancinha pra ele, mas o que queríamos mesmo era poder dar um abraço”.

Veja também
Últimas notícias
Onze trechos do litoral de Alagoas estão impróprios para banho, aponta IMA
Cooperativa e administradores são condenados por fraude trabalhista no Agreste
Dia dos Pais deve injetar cerca de R$ 37,5 milhões no comércio de Maceió
Dia do Cachorro Caramelo é celebrado em Maceió pela importância da adoção
Inmet emite aviso de baixa umidade para 16 municípios do Sertão alagoano
'Serial killer de Maceió' será julgado por mais quatro homicídios em novembro
Vídeos e noticias mais lidas
MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19
Nova lei reorganiza efetivo da PM de Alagoas; entenda o que muda
PM da Rotam é encontrado morto em apartamento na Pajuçara, em Maceió
Homem é morto a pedradas e pauladas no Benedito Bentes, em Maceió
