Bolsonaro e Lula se enfrentarão em 2022; esse é o plano A
Esse é o desenho e o desejo de Bolsonaro e de Lula; de bolsonaristas e de petistas
O script não é novo, e todos que se informam adequadamente já conhecem o roteiro traçado pela segunda turma do STF, para anular as sentenças do ex-juiz Sergio Moro na Lava Jato, tornando, assim, o padrinho político de Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, o multi-réu penal, corrupto e lavador de dinheiro já condenado em duas instâncias a quase 30 anos de prisão, o ex-presidente da República – provisoriamente em liberdade – Lula da Silva, inocente de todos os crimes que cometeu, possibilitando, portanto, como “ficha limpa”, que dispute as eleições e ocupe qualquer cargo público, inclusive ministro da Justiça ou presidente da Petrobras.
Desde que o ministro Gilmar Mendes reviu seu voto e permitiu a soltura do chefe da quadrilha petista, conforme definiu o Ministério Público Federal, especulava-se a possibilidade de Lula tornar-se novamente candidato à Presidência. O que ninguém poderia imaginar – e esperar – é que justamente Jair Bolsonaro, o mito de pés de barro que combateria a corrupção e apoiaria a Lava Jato, viesse a se tornar o algoz da Justiça e aliado fiel daqueles que desejam a vitória da impunidade. O devoto da cloroquina, inclusive, agora é parceiro de futebol pela TV e fatias de pizza de Gilmar Mendes, coincidentemente o ministro que proferiu decisões favoráveis ao bolsokid das rachadinhas, Flávio Bolsonaro, o recordista mundial de venda de panetones de chocolate em dinheiro vivo e de depósitos fracionados de 2 mil reais efetuados por Queiroz.
Após se livrar do incômodo entrave a interferências nada republicanas na Polícia Federal, ou seja, o ex-ministro Sergio Moro, Bolsonaro, que até hoje não explicou os tais “micheques” na conta de sua esposa, nomeou ferrenhos adversários da Lava Jato para cargos-chave, como Augusto Aras, para a PGR, e Cássio Nunes Marques, para o STF, ambos próximos do PT ou de dirigentes petistas. Ato contínuo, por determinação expressa de Aras, a Lava Jato foi dada como encerrada, e a segunda turma do STF irá decidir, com o “Voto de Minerva” de Marques, se Moro comportou-se de forma suspeita e se Lula assistirá, confortavelmente, a anulação de todos os seus processos. O Brasil não é mesmo para amadores, senhoras e senhores.
Esse é o desenho e o desejo de Bolsonaro e de Lula; de bolsonaristas e de petistas. Não à toa estarem tão próximos e tão afinados ultimamente. Um depende do outro. O maníaco do tratamento precoce precisa chegar ao segundo turno de 2022 contra Lula – ou alguém muito próximo e indicado por ele – como ocorreu em 2018, com Fernando Haddad. Esse é o único cenário em que se elegeria com folga. E a única forma de o corrupto de São Bernardo voltar a ser competitivo é justamente contra o psicopata negacionista que hoje ocupa o Planalto.
Se tudo der certo para “elles” (Collor, inclusive!), chegaremos às próximas eleições presos no calabouço da miséria, do atraso, da corrupção e da impunidade, e sem chance de saída que não passe por mais miséria, mais atraso, mais corrupção e mais impunidade. Ao menos até o dia em que os brasileiros acordarem e deixarem de votar em mitos, em pais e mães, em trastes populistas, em criminosos e cúmplices.
Veja também
Últimas notícias
Programa Qualifica Carneiros inicia terceira edição com oferta de cursos profissionalizantes
Em Palmeira dos Índios, Arthur Lira promete investimentos para Alagoas
Ilha do Ferro recebe neste sábado (12) Cortejo do Bulba, que abre caminho para o 3º Festival Primavera Cultural
Em Arapiraca, JHC anuncia terceira macrorregião de saúde e reforço na segurança
Bancários rejeitam proposta da Caixa Econômica Federal e mantêm greve nacional
Fachin nega julgamento conjunto com Moraes e STF julgará Mendonça no dia 23
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
ASA vence Goiatuba nos pênaltis e garante acesso á Série C
Prefeitura inscreve para a segunda Consulta Pública do Plano de Mobilidade Urbana
