Casal acusado de matar criança porque fez xixi na cama é julgado
Padrasto teria espancado a criança de apenas 3 anos
O casal acusado de matar uma criança depois de ela fazer xixi na cama é julgado em Poços de Caldas, nesta quinta-feira (04/03). Ana Lívia Lopes da Silva tinha 3 anos quando tudo aconteceu em 2018. O padrasto da menina, Christopher Anthony Tavares Coelho, e a mãe, Letícia Lopes Fonseca, são acusados de homicídio quadruplamente qualificado.
O júri popular acontece no Cenacon para garantir as medidas de prevenção à COVID-19. A sessão estava marcada para as 7h30 e começou com duas horas de atraso. Os jurados já foram sorteados e os trabalhos não têm previsão de término.
O julgamento iria acontecer em 4 de fevereiro, mas foi adiado. O juiz não estava confortável em realizar o júri no plenário do Fórum e propôs que ocorresse por meio virtual, o que não foi aceito pelas defesas.
De acordo com a promotora Luz Maria Romanelli de Castro, Christopher, o padrasto da menina, e Letícia, a mãe, são acusados de homicídio quadruplamente qualificado. “São elas: tortura e meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima, feminicídio e motivo fútil”, completa.
Christopher é defendido pelo defensor público Adhemar Della Torre, e Letícia por Karla Felisberto dos Reis e Lucas Flausino.
“Vale lembrar que toda pessoa tem direito a ter um advogado constituído e ter uma defesa ampla, isso está na constituição, ninguém pode ser condenado sem ser defendido. Então se não tivesse advogado para fazer o júri, os réus estariam soltos. Estamos ali não porque compactuamos com o que os réus fizeram ou para defender uma impunidade, estamos ali para defender as garantias constitucionais”, explica Karla Felisberto.
Relembre o caso
Ana Lívia Lopes da Silva tinha 3 anos quando morreu, em junho de 2018. De acordo com a polícia, ela foi morta após ser espancada pelo padrasto, de 27 anos, e não recebeu socorro da mãe, de 19.
As investigações apontaram que a vítima teria sido espancada logo pela manhã, quando teria urinado na roupa e na cama. Letícia teria passado o dia todo com a criança machucada. Durante a noite, a menina teria sido novamente vítima de agressão.
Ela só foi levada para o Hospital Margarita Moralles, que fica a 100 metros da casa do casal, no final da tarde do outro dia, quando uma irmã do acusado encontrou a criança desacordada, com dificuldades para respirar, inchada e com a pele roxa. Pela gravidade dos ferimentos, a menina foi transferida para a Santa Casa de Poços de Caldas, onde faleceu.
Segundo a polícia, Letícia foi presa na porta do hospital e o padrasto em casa. No primeiro momento, Letícia disse que não presenciou as agressões, enquanto Christopher confessou, mas depois, preferiu o silêncio.
A creche, onde Lívia estudava, chegou a denunciar o casal por maus-tratos um mês antes do crime.
Veja também
Últimas notícias
Multidão ora o Pai-Nosso durante ato de Flávio Bolsonaro em Salvador
Apoiadores do PT lotam Corredor Vera Arruda para caminhada pró-Lula em Maceió
Condutor fica ferido ao capotar carro após fugir da polícia em Arapiraca
Homem sofre tentativa de homicídio ao ser baleado na Barra de São Miguel
Ministros me pediam ajuda para ter agenda com Lula, diz Luchsinger à CNN
Flávio Bolsonaro faz ato político na Bahia e recebe título de Cidadão de Salvador
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
