Quando ocorrerá a vacinação de adolescentes contra a covid-19? Entenda a previsão
A população brasileira com menos de 18 anos representa aproximadamente 30% do total
O Rio foi a primeira capital do País a anunciar o calendário para a vacinação de adolescentes contra a covid-19. Segundo anunciou o prefeito Eduardo Paes na última sexta-feira, 18, os indivíduos de 12 a 17 anos serão imunizados em setembro – depois que a vacinação de toda a população acima dos 18 anos estiver concluída. De acordo com especialistas, a iniciativa é positiva e será necessária para a imunidade de rebanho.
Até agora, segundo a Anvisa, a Pfizer é a única vacina dentre as disponíveis no País que já tem autorização para ser usada entre adolescentes. A AstraZeneca (da Fiocruz) e a CoronaVac (do Instituto Butantan) ainda não deram entrada junto à agência à documentação necessária para obter a liberação para esta faixa etária. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio confirmou que a ideia, por enquanto, é usar apenas as vacinas da Pfizer entre os menores de 18 anos.
No Mato Grosso do Sul, a Secretaria Estadual de Saúde autorizou os municípios a vacinarem adolescentes com comorbidades, o que já está acontecendo em várias cidades.
Em Betim, em Minas Gerais, a prefeitura começou a vacinar adolescentes sem comorbidades na semana passada, como forma de garantir a volta às aulas presenciais dos adolescentes. A campanha foi suspensa pela Justiça, no entanto, porque o município não tinha ainda concluído a imunização de outras faixas etárias, contrariando a determinação do Programa Nacional de Imunização (PNI). Tanto em MS quanto em MG, a vacina usada era a Pfizer.
"Estamos otimistas de que, em setembro, vários Estados já terão concluído a vacinação de toda a população acima dos 18 anos; ou pelo menos de todos aqueles que queiram ser vacinados", afirmou o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha. "Quando esse momento chegar, será fundamental avançarmos para a imunização dos adolescentes; isso é importante para alcançarmos a imunidade coletiva."
A população brasileira com menos de 18 anos representa aproximadamente 30% do total. Ou seja, para termos pelo menos 70% da população vacinada (a marca considerada ideal pelos especialistas para a redução da circulação do vírus), será importante termos os adolescentes vacinados também.
"Já sabemos que de 5% a 10% da população não querem se vacinar ou estão em dúvida", constatou Cunha. "Então será muito importante vacinarmos os adolescentes para alcançarmos a imunidade coletiva."
O problema, segundo Cunha, é que a vacinação dos adolescentes não pode atropelar o calendário estabelecido pelo PNI, como estava acontecendo em Betim (MG).
"Tecnicamente falando, quanto mais gente for vacinada, melhor. Vamos precisar da maior cobertura possível para voltarmos à normalidade", afirmou o virologista Flávio Guimarães, do Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG. "Agora, as prioridades estabelecidas pelo PNI devem ser respeitadas."
Últimas notícias
Caso Marielle: Cármen Lúcia vota e STF tem maioria para condenar irmãos Brazão
José Dirceu resiste a nome de Renan Filho para chapa de Lula
Dois secretários de Paulo Dantas deixam o governo em abril para disputar as eleições
Carla Dantas pode disputar a Câmara Federal pelo PSD
Madrasta diz, durante julgamento, que mãos sujas de acarajé foram razão da criança ter caído da janela
Vigilância apreende 150 kg de carne imprópria para consumo em distribuidora de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
