Brasileiro que viralizou com comemoração 'nervosa' na Copa vive momento de celebridade no Catar: ‘Fila pra tirar foto’
Clóvis Carvalho, de 34 anos, tem sido abordado para tirar fotos nas entradas dos estádios e até no próprio condomínio.
Flash atrás de flash. O torcedor brasileiro que virou meme na Copa do Mundo do Catar tem vivido um verdadeiro momento de "celebridade" no país do Oriente Médio.
Ao g1, Clóvis Carvalho, de 34 anos, disse que torcedores brasileiros e até de outros países têm formado filas para tirar foto com ele.
“No dia do último jogo, na fila para entrar no estádio, umas 100 pessoas me pararam para pedir para tirar foto. Tinha gente de tudo que é lado: Paquistão, Bangladesh, Itália, Espanha”, conta.
As abordagens, segundo o torcedor, são as mais variadas possíveis. “O pessoal diz ‘meu filho te viu, tira uma foto!’, ‘cheguei ontem do Brasil, deixa eu tirar foto com você’. Teve até uma equipe de reportagem do Quênia que veio me perguntar o que tinha acontecido comigo”, diz.
Clóvis viralizou ao redor do mundo após aparecer na transmissão oficial da Fifa comemorando, sem camiseta, o segundo gol da seleção brasileira contra a Sérvia, na última quinta-feira (24).
A repercussão foi tanta que, segundo Clóvis, na partida entre Brasil e Suíça, quatro dias após o meme viralizar, diversos torcedores entraram na onda da comemoração eufórica.
“Dentro do estádio, havia umas 100 pessoas sem camiseta lá. Virou moda.”
Mas a tietagem não fica só ao redor dos estádios. As abordagens acontecem até durante o dia a dia de Clóvis no país.
“A turma me para até no condomínio onde eu moro. Colocaram meu rosto estampado lá na Fifa e agora acham que eu sou uma celebridade”, brinca o torcedor.
Nas redes sociais, o número de seguidores de Clóvis explodiu. “Eu nunca fui ligado em rede social. Meu Instagram era fechado. Hoje à tarde, vi que eu tinha mais de seis mil seguidores. Antes disso, tinha uns mil”, diz.
Ele e a esposa, Fernanda Tonin, de 28 anos, se mudaram de Arealva, no interior de São Paulo, para o país no Oriente Médio há quatro anos. Clóvis é veterinário e hoje trabalha com reprodução de cavalos no haras de uma família bastante tradicional do Catar.
Fernanda, que chegou a dar bronca no marido por causa do episódio, agora curte a brincadeira. “Ela que me manda mensagem: ‘tem gente te chamando aqui, ali’. Muita gente tem me mandado mensagem”, conta.
O motivo do "puxão de orelha" entre o casal é que o ato de aparecer sem camisa em público não é muito bem-visto no país. “Se eu tirasse a camiseta em um parque público, eu poderia ser repreendido por um catari que se sentisse ofendido”, pondera o torcedor.
“A gente sempre tomou muito cuidado para respeitar a cultura deles, porque eles sempre respeitaram a nossa”, diz.
Enquanto desfruta da brincadeira, Clóvis se prepara para torcer na próxima partida da seleção, que acontece nesta sexta-feira (2), às 16h, contra Camarões. Ele e a esposa pretendem assistir todos os jogos do Brasil, que já garantiu vaga para as oitavas de final da competição.
“Estamos ‘a milhão’. Essa é a primeira Copa que estamos participando. É um sonho de criança ver o Brasil jogar. Eu me sinto privilegiado de poder estar aqui”.
Apesar das regras locais, Clóvis diz que a atmosfera de confraternização da Copa é muito parecida com a do país, que ele classifica como extremamente acolhedor.
“Nos faróis, nas saídas dos jogos, o pessoal oferece água e lanche para os torcedores. Eu nunca vi isso na minha vida. É um gesto de solidariedade não só dos catari, mas [do público] como um todo”, diz.
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