Relator no Senado tira despesas com ciência e tecnologia do limite de gastos
Omar Aziz também deixou de fora os gastos com o Fundeb e o Fundo Constitucional do Distrito Federal
O relator do projeto do arcabouço fiscal, Omar Aziz, aumentou a lista de despesas que ficam fora do limite de gastos da nova regra. De última hora, ele excluiu do novo teto as despesas com ciência, tecnologia e inovação.
Além desses gastos, Aziz deixou de fora as despesas do novo teto de gastos o Fundeb (voltado para a educação básica) e o Fundo Constitucional do Distrito Federal, mudanças que já tinham sido anunciadas por ele.
No parecer, divulgado no final da manhã, considerou "oportuno e essencial" acolher a proposta da emenda ao texto apresentada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) para excluir dos limites de gastos de cada poder (Executivo, Legislativo e Judiciário) também as despesas com ciência, tecnologia e inovação.
"Essa área evidentemente precisa ser protegida uma vez que contempla ações necessárias ao desenvolvimento econômico e social do País, e representa as pretensões de uma sociedade que olha para o futuro e deseja garantir crescimento e progresso para as futuras gerações", diz o relator no parecer.
Em 2023, as despesas previstas na "função Ciência e Tecnologia" do Orçamento autorizadas são de R$ 14,69 bilhões. O governo já empenhou R$ 4,14 bilhões e pagou R$ 2,1 bilhões. De 2010 a 2022, as despesas pagas nessa função oscilaram entre R$ 4,64 bilhões (2021) e R$ 8,25 bilhões (2022).
Novo Comitê
O parecer do relator inova ao criar o Comitê de Modernização Fiscal, com a finalidade de aprimorar a governança das finanças federais e tornar as etapas de planejamento, execução e controle do ciclo orçamentário mais transparentes e eficientes para o financiamento de políticas públicas.
Os seus representantes terão de se reunir uma vez por ano para aprovar o plano de trabalho e o relatório de atividades. O Comitê não possui caráter deliberativo e será composto por um representante dos ministérios da Fazenda, Ministério do Planejamento e Orçamento, Câmara dos Deputados, Senado Federal e Tribunal de Contas da União (TCU).
Gastos em 2024
O relator não mexeu nem na forma de correção da inflação e nem na arrecadação que determina o limite de despesas em 2024, no primeiro ano de mudança na nova regra fiscal. Uma mudança no texto poderia facilitar a vida do Ministério do Planejamento na elaboração do Orçamento do ano que vem para abrir espaço de pelo menos R$ 40 bilhões em despesas.
Na prática, isso significa que o governo pode acabar optando em propor uma mudança no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do ano que vem e criar despesas condicionadas até que esse espaço fiscal para ampliação dos gastos possa ser feito ao longo de 2024, conforme as regras já previstas no texto que saiu da Câmara.
Últimas notícias
Chico Filho cobra providências da concessionária Sanama por prejuízos no bairro da Santa Lúcia
Corpo de homem é encontrado semienterrado em área de mata no município de Rio Largo
Junqueiro é destaque em Brasília com articulação por mais avanços e investimentos
Neymar Jr. posta Bíblia do Batman e causa controvérsia na web: veja
Geosexual? Kesha diz fazer celibato “exceto quando está na Itália”
Polícia coleta amostras para exames toxicológicos de agente preso por matar colegas
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
