[Vídeo] Bebê morre no Hospital Regional do Alto Sertão; pai acusa unidade de negligência médica
É a segunda morte de bebês registrada no HRAS em menos de uma semana
Um bebê com 33 semanas de gestação faleceu no Hospital Regional do Alto Sertão (HRAS), em Delmiro Gouveia, na madrugada da última quarta-feira (26), causando indignação entre os moradores da região. O bebê estava internado desde o dia 23 e o pai da criança acusa a unidade de saúde de negligência médica.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, é possível ver o desespero evidente no rosto do pai da criança. Veja o vídeo abaixo:
Continua após o vídeo
A equipe do portal 7Segundos entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) e, por meio de nota, a Sesau explicou que após 48h de nascimento, o bebê apresentou instabilidade e “havia providenciado uma vaga em uma unidade especializada na capital. No entanto, diante da piora súbita no quadro clínico, infelizmente, ele veio a óbito na quarta-feira (26)”, diz trecho da nota.
Confira a nota na íntegra:
O Hospital Regional do Alto Sertão informa que a paciente chegou à unidade no dia 23 de junho, com 33 semanas de gestação. O parto foi realizado, e tanto a mãe quanto o filho apresentaram evolução estável em um primeiro momento.
Por ser prematuro, o bebê foi assistido na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal. No entanto, após 48 horas, seu quadro clínico apresentou instabilidade, necessitando de transferência para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A Central de Regulação de Leitos Materno-Infantil já havia providenciado uma vaga em uma unidade especializada na capital. No entanto, diante da piora súbita no quadro clínico do bebê, infelizmente, ele veio a óbito na quarta-feira (26).
A direção do Hospital Regional do Alto Sertão reforça que, durante todo o período de internação, foi prestada total assistência médica necessária ao bebê ao tempo em que lamenta profundamente o seu falecimento e se solidariza com a família neste momento de dor.
Essa é a segunda morte de bebês registrada no hospital em menos de uma semana. O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) tomou conhecimento do ocorrido, mas até o momento da publicação desta matéria, não se manifestou oficialmente.
O caso traz preocupações sobre a eficiência e a segurança do sistema de saúde no HRAS. A comunidade — a qual é lesada pelo atendimento repulsivo — aguarda por explicações e atitudes que possam prevenir casos como este.
*Estagiário sob supervisão da redação
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