[Vídeo] Rodrigo Cunha questiona indicado para o Banco Central sobre lei que limita os juros do cartão de crédito
Senador quer saber se Gabriel Galípolo pretende fazer para diminuir endividamento dos brasileiros
O senador Rodrigo Cunha, vice-prefeito eleito de Maceió e atualmente também líder do Podemos no senado, questionou Gabriel Galípolo - que está sendo sabatinado para a presidência do Banco Central - sobre a manutenção da lei que determina que os juros do cartão de crédito não podem passar de 100% ao ano.
Com a sua pergunta, Cunha busca de Galípolo um compromisso em adotar medidas para reduzir o endividamento dos brasileiros. O senador afirmou que o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto era favorável à lei, que contava com a resistência dos bancos que afirmavam que a medida inviabilizaria o parcelamento de compras no varejo.
"A taxa de juros do cartão de crédito é o principal motivo que faz o cidadão brasileiro ficar endividado. Isso não é um problema individual, mas coletivo, que afeta a sociedade e economia. A renegociação das dívidas vai reintroduzir essas pessoas no mercado de trabalho e também diminuir a usura dos bancos e das financeiras. Eu fui relator dessa lei, que muitos aqui disseram que não era nosso papel, porque trata diretamente da economia. Então, repito, senhor Galípolo, temos hoje 70 milhões de pessoas ainda endividadas, os bancos hoje ainda sustentam essa possibilidade de deixar de fazer o parcelamento das compras no varejo?", questionou.
O economista afirmou que concorda com os pontos levantados pelo senador Rodrigo Cunha e declarou que a busca por soluções deve passar por opções melhores para os clientes endividados.
"Gostaria que a superação dessas limitações passasse pela criação de alternativas mais competitivas e mais interessantes para os clientes, para que eles possam ter acesso a um crédito mais barato", declarou.
Após mais de 4h30 de sabatina, Gabriel Galípolo teve sua indicação aprovada com 26 votos dos senadores de integram a Comissão de Assuntos Econômicos. No plenário do Senado, a votação secreta deu 66 votos favoráveis e apenas cinco contrários. Com isso, o economista deve assumir a presidência do Banco Central a partir de 1° de janeiro de 2025.
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