Investigado por fraudes de mais de R$ 2 mi contra produtores é liberado após audiência de custódia
O suspeito havia sido preso em flagrante em Girau do Ponciano; Ele foi detido no momento em que tentava praticar mais uma fraude
A liberação de um homem investigado por estelionato, apontado como responsável por causar prejuízos superiores a R$ 2 milhões a produtores rurais do Agreste de Alagoas, gerou indignação entre as vítimas, que seguem procurando a polícia para registrar denúncias. O suspeito havia sido preso em flagrante em Girau do Ponciano, mas foi colocado em liberdade após audiência de custódia realizada menos de 24 horas depois.
Segundo a Polícia Civil, o investigado utilizava a falsa identidade de agente do Governo Federal para ganhar a confiança de criadores de gado e aplicar golpes durante negociações de compra de bovinos em diferentes municípios da região. Ele foi detido no momento em que tentava praticar mais uma fraude.
O delegado Matheus Henrique, responsável pela prisão, informou que o inquérito segue em andamento e que o número de vítimas continua aumentando. Até agora, produtores de pelo menos quatro cidades já relataram prejuízos provocados pelo mesmo esquema.
As apurações indicam que o suspeito já vinha sendo acompanhado pela Polícia Civil em Teotônio Vilela, onde os danos financeiros ultrapassariam R$ 1 milhão. Em Girau do Ponciano, outro golpe de valor semelhante foi identificado, elevando o total estimado das fraudes para mais de R$ 2 milhões.
Durante as investigações patrimoniais, a polícia constatou que o homem não possui bens em seu nome nem movimentação bancária compatível com os valores negociados, o que levantou a suspeita de possível participação de outras pessoas no esquema. Essa hipótese ainda está sendo analisada.
Por receio e inconformismo com a soltura do investigado, muitas vítimas optaram por não conceder entrevistas. Um dos produtores relatou, de forma reservada, ter sofrido prejuízo próximo de R$ 1 milhão.
Mesmo com o suspeito respondendo ao processo em liberdade, a Polícia Civil continua colhendo depoimentos e reunindo provas para dimensionar o alcance das fraudes e identificar eventuais cúmplices. A orientação é para que novas vítimas procurem a delegacia e formalizem as denúncias.
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