Austrália e Argentina criticam Fifa por data das oitavas
Seleções terão menos tempo de descanso
Austrália e Argentina criticaram a Fifa por agendar sua partida pelas oitavas de final três dias após os últimos jogos da fase de grupos da Copa do Mundo, dizendo que o curto espaço de tempo para recuperação trata os jogadores como “robôs”.
Os Socceroos derrotaram a Dinamarca na noite de quarta-feira (30) e enfrentarão Lionel Messi e Argentina no sábado, às 22h, horário local.
A Argentina tem ainda menos tempo para se recuperar, depois de vencer a Polônia por 2 a 0 a partir das 22h, quatro horas depois do jogo da Austrália contra a Dinamarca, em uma situação descrita como “louca” pelo técnico Lionel Scaloni.
Na Rússia 2018, as equipes que se classificaram para a fase eliminatória tiveram pelo menos quatro dias entre o último jogo da fase de grupos e as oitavas de final.
“Como a organização da Fifa pode [fazer isso] em um torneio de tanto prestígio”, disse o assistente técnico do Socceroos, René Meulensteen. “As rotações de quatro dias já eram curtas e depois da fase de grupos ficam ainda mais curtas. Se você quer um desempenho de alta qualidade em uma Copa do Mundo, acha que eles poderiam ter feito isso de maneira um pouco diferente”, seguiu.
Scaloni também foi crítico após a vitória sobre a Polônia, que confirmou a classificação da Argentina como líder do Grupo C e assegurou o confronto com a Austrália, vice-líder do Grupo D.
“Hoje estamos felizes, mas não eufóricos, porque é uma loucura estarmos jogando em pouco mais de dois dias”, disse ele. “Eu realmente não consigo entender isso. É quase 1 da manhã, amanhã é quinta-feira. Poderíamos ter descansado mais”, reclamou.
“Quero deixar claro que não me parece certo termos apenas dois dias e meio de descanso depois de sermos os primeiros do grupo. Essas condições não são boas”, finalizou.
Ambas as equipes jogaram suas três partidas da fase de grupos com quatro dias de intervalo, como parte do cronograma condensado de 29 dias do Catar 2022, três a menos do que o usado para sediar o torneio de 2018 e no Brasil quatro anos antes.
A programação regular de 32 dias com cinco fins de semana não estava disponível por causa do compromisso que a Fifa fez com as ligas e clubes europeus quando abandonou o torneio no meio de suas temporadas domésticas para evitar o calor opressivo do verão do Catar.
O intervalo incomum de novembro a dezembro também significa que os clubes não dispensaram seus jogadores até uma semana antes da primeira partida, uma redução significativa em relação à preparação estendida anteriormente oferecida às seleções nacionais.
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