Em estreia na Copa América, seleção não terá nenhum titular do 7 a 1
Quase dois anos depois da maior derrota da história do futebol brasileiro, a geração do "7 a 1" parece definitivamente descartada por Dunga.
O Brasil estreia neste sábado (4) na Copa América Centenário, contra o Equador, às 23h (de Brasília) em Pasadena, próximo a Los Angeles, e nenhum dos 11 titulares daquela tarde no estádio do Mineirão em que a Alemanha goleou pela semifinal da Copa-2014 estará em campo.
É a primeira vez que isso acontece, em 23 partidas desde aquele 8 de julho.
O corte de Luiz Gustavo, a pedido dele por motivos pessoais, tirou da delegação o que parecia ser o último pilar daquela equipe que iniciou a partida que terminaria 7 a 1, a maior goleada já sofrida pelo Brasil.
Para a Copa América, Dunga já havia descartado outros quatro titulares na tragédia que continuou a chamar com frequência após assumir: Marcelo, Oscar, David Luiz e Fernandinho.
Maicon teve chance, mas por indisciplina foi cortado logo na primeira convocação de Dunga pós-Copa. Júlio César, Dante, Bernard e Fred não tiveram novas oportunidades na seleção brasileira pós-goleada.
Os únicos remanescentes do 7 a 1 na delegação que estão nos Estados Unidos são o lateral-direito Daniel Alves, o meia Willian e o atacante Hulk, único titular naquele dia que permanece no elenco.
Dani Alves e Willian foram reservas naquele dia, mas o meia ainda entrou no segundo tempo, na vaga de Fred, atuando apenas vinte minutos.
"É algo que ficará marcado no futebol brasileiro, mas é preciso seguir em frente com o trabalho", diz o técnico Dunga.
RENOVAÇÃO
Aos poucos, mesmo com o discurso de que não se poderia crucificar todos que estavam em campo aquele dia, Dunga foi se afastando dos atletas que fizeram parte do grupo na Copa do Mundo de 2014.
Começou renovando no gol, dando chance ao jovem Alisson, destaque do Inter, que com 23 anos tomou a vaga de Jefferson, o reserva de Júlio César na Copa.
A zaga teve por muito tempo Thiago Silva ou David Luiz ao lado do preferido Miranda, mas ambos nunca foram unanimidade com Dunga, e na primeira chance que teve, por falhas em campo ou extracampo, Dunga os descartou.
Marcelo, outro que o treinador não tem simpatia, perdeu vaga a Filipe Luis por uma lesão mal explicada à comissão técnica antes de dois jogos das eliminatórias em março de 2016.
No meio e ataque, Neymar se mantém como protagonista, e só não está na Copa América porque vai disputar a Rio-2016 e ganhou folga. Mas ele não esteve no 7 a 1, machucado.
No meio Oscar e Fernandinho perderam espaço, e no ataque, apensar de não ter um centroavante consolidado atualmente, Fred nunca foi opção.
Sobrava Luiz Gustavo no meio de campo, sempre como primeiro volante, que agora, cortado, deve perder espaço para Casemiro, destaque do Real Madrid na conquista da Liga dos Campeões nesta temporada.
Dunga monta um time com novidades, principalmente depois de ter seis cortes para a competição (além de Luiz Gustavo, ele perdeu Ricardo Oliveira, Douglas Costa, Rafinha, Ederson e Kaká, machucados), para tentar o primeiro título nessa segunda passagem, ou ao menos uma campanha decente que faça com que mantenha o seu emprego.
Há pressão dentro da CBF para Marco Polo Del Nero demiti-lo, caso fracasse.
MIRANDA É DÚVIDA
O zagueiro Miranda, capitão da seleção e homem de confiança de Dunga, está sentindo dores na coxa e pode ser substituído por Marquinhos, que faria dupla com Gil na zaga para a estreia da seleção, neste sábado.
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