Presidente da Câmara indica que não irá aceitar pedidos de impeachment de Temer
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), indicou nesta segunda-feira que não vai dar andamento a nenhum dos pedidos de impeachment do presidente Michel Temer (PMDB) que chegaram ou ainda serão apresentados à Casa.
Há nove pedidos protocolados na Câmara, todos por políticos ou partidos da oposição ao governo, do qual Maia é aliado. Mais um deve ser apresentado esta semana pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), cujo conselho pleno aprovou, na madrugada de sábado, a propositura de impeachment contra Temer em razão das acusações levantadas no bojo da delação feita pelo empresárioJoesley Batista e outros executivos do grupo JBS.
Após fazer uma longa defesa da necessidade de o Legislativo continuar focado na aprovação das reformas propostas por Temer, Maia disse que a “Câmara não será instrumento para desestabilização do governo”.
“Não é minha agenda neste momento gerar nenhuma desestabilização ao governo brasileiro, às instituições públicas neste momento de crise profunda. Trabalho mais com a harmonia e menos com a independência [do Legislativo], que pode gerar essa desestabilização”, disse.
De acordo com ele, a Câmara deve ter “todas as energias focadas na agenda econômica, que garante emprego e desenvolvimento econômico para os brasileiros”. “É um momento delicado, sem dúvida, mas cabe a cada um dos presidentes de Poder cumprir o seu papel constitucional (…). O que cabe à Câmara é reafirmar um compromisso com uma agenda que não é do governo, não é do Congresso, não é do Poder Judiciário, é do Brasil, que é a agenda da superação econômica”, afirmou.
“Não é minha agenda neste momento gerar nenhuma desestabilização ao governo brasileiro, às instituições públicas neste momento de crise profunda. Trabalho mais com a harmonia e menos com a independência [do Legislativo], que pode gerar essa desestabilização”, afirmou Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara.
Ele citou outros temas econômicos aprovados pela Câmara, como a PEC do Teto, a regulamentação do pré-sal e a ampliação da terceirização. De acordo com ele, entre os dias 5 e 12 de junho, os deputados devem começar a debater e a votar areforma da Previdência. Antes, pode haver a aprovação em segundo turno dareforma trabalhista, que já foi aprovada em primeira votação.
“Que o presidente da República faça a sua defesa, como vem fazendo todos os dias. E que o Supremo Tribunal Federal e o Ministério Público façam o seu papel nas investigações e depois nas suas decisões. À Camara cabe legislar, e nós vamos legislar na linha de garantir a estabilidade do país, as condições para os brasileiros superarem a crise, que foi herdada”, disse.
Caso Temer seja afastado ou renuncie, Maia é quem assume o cargo para, em trinta dias, convocar eleições indiretas, com o novo presidente da República sendo escolhido pelos deputados e senadores.
Veja também
Últimas notícias
Bolsonaro volta à prisão na PF após receber alta hospitalar
Primeira-dama e prefeito JHC divulgam programação do Verão Massayó 2026
Turistas e ambulantes bloqueiam trânsito na orla da Ponta Verde e DMTT pede apoio da polícia
Jangada com fogos vira no mar e provoca pânico durante Réveillon em Maragogi
Primeiro bebê de 2026 em Alagoas nasce no Hospital da Mulher, em Maceió
Gusttavo Lima faz pocket show surpresa em resort na Barra de São Miguel e encanta hóspedes
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
Estado de Alagoas deve pagar R$ 8,6 milhões a motoristas de transporte escolar
