Governo quer aproveitar Canal do Sertão para a geração de energia solar
O vice-governador e secretário de Estado da Educação, Luciano Barbosa, recebeu, na manhã desta quinta-feira (10), no Palácio República dos Palmares, o embaixador do Canadá, Rick Savone, e o vice-cônsul comercial de tecnologias, Patrick Courcelles.
Na oportunidade, ele revelou que o Governo do Estado desenvolve projeto para transformar toda a extensão do Canal do Sertão numa usina fotovoltaica para captação e geração de energia solar. Outra iniciativa será instalar painéis sobre os telhados das escolas da rede estadual para que supram as unidades de ensino com a energia de baixo custo, limpa e renovável.
“Alagoas precisa se planejar para os seus próximos 50 anos. Estamos vivendo o bicentenário e é importante resgatar a capacidade de planejamento. O governador Renan Filho tem conversado muito sobre como a gente deve se comportar em cada área para poder pensar o futuro de Alagoas e deixar algo de consistente para os futuros governantes que possam vir. Dentre outras coisas, é importante se pensar na geração de energia em qualidade e em quantidade, favorecendo o desenvolvimento econômico de nosso Estado”, declarou Luciano Barbosa.
Ele e os secretários de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Helder Lima, e do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Alexandre Ayres, receberam o embaixador do Canadá e o vice-cônsul comercial de Tecnologias. O governador Renan Filho viajou a Brasília e retorna a Alagoas nesta tarde.
Barbosa apresentou as vantagens de aproveitar o Canal do Sertão para a geração de energia solar. “Primeiro, teremos uma grande produção de energia. São cerca de 250 km de extensão do canal. Segundo, vamos evitar a evaporação dessa água, uma perda que não faz sentido. E terceiro, essa cobertura evitará que a água seja contaminada pelo mau uso ou por animais. Dessa forma, cumpriríamos um papel importante para o nosso Estado: fornecendo energia, preservando o canal e possibilitando, inclusive, a irrigação daquela região a um custo relativamente baixo, porque usaríamos a própria energia produzida pelas placas fotovoltaicas”, citou o vice-governador.
Escolas
O secretário de Educação lembrou que com as novas tecnologias e as necessidades para o bom uso dos espaços físicos, a exemplo da lousa digital, da utilização de computadores e de refrigeradores de ar em sala de aula, o consumo de energia se elevou sobremaneira nas unidades de ensino. Dessa forma, avalia Barbosa, é preciso buscar alternativas de barateamento e a energia fotovoltaica é uma delas.
“As escolas possuem grandes telhados, que, em qualquer região de Alagoas, contam com muita incidência solar. Então, nós apresentamos o projeto ao governador, que ficou muito satisfeito com essa ideia. Faremos a licitação para a compra das placas solares de forma que possam cobrir as nossas escolas. Não será preciso fazer isso imediatamente com todas, mas podemos paulatinamente ir ampliando o número de equipamentos. Isso favorece também o caráter educativo, pedagógico, do o uso da energia renovável, uma forma de mostrar a nossa juventude a importância da preservação do meio ambiente”, acrescentou o vice-governador.
Seminário
O embaixador do Canadá e o vice-cônsul comercial de Tecnologias participam, a partir das 14h desta quinta-feira (10), do Seminário Perspectivas do Mercado de Energia Solar Brasil e Canadá, discutindo as estratégias para o segmento e a cooperação técnica entre os países. O encontro acontece no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, no bairro do Jaraguá.
Rick Savone afirmou que o Brasil, especialmente Alagoas, tem um grande potencial para a geração de energia fotovoltaica. “Aqui tem muito sol. O mais importante é termos uma visão para o futuro, onde estaremos todos pensando como melhorar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, como podemos trabalhar juntos para usar nossas tecnologias e criar empregos. Brasil e Canadá têm a mesma visão nesse sentido”, destacou o embaixador.
Segundo ele, a missão em Alagoas é aproximar as empresas canadenses do setor de energia limpa já instalado em Alagoas. Hélder Lima, por sua vez, recordou que o Governo do Estado garantiu a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incida sobre a energia elétrica trocada entre consumidor e a distribuidora.
A legislação permite que o excedente gerado pela unidade consumidora com micro ou minigeração seja injetado na rede da concessionária, a qual funcionará como uma bateria, armazenando esse excedente. Quando a energia injetada na rede for maior que a consumida, o consumidor receberá um crédito em energia (kWh) a ser utilizado para abater o consumo em outro posto tarifário (para consumidores com tarifa horária) ou na fatura dos meses subsequentes.
“A cadeia produtiva da energia solar vai se desenvolver e rápido. Já temos produção de painéis fotovoltaicos aqui em Alagoas”, acredita o secretário do Desenvolvimento Econômico e Turismo.
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