Agentes penitenciários acusam Estado de assédio moral e prática sexista
O sindicato alega que a transferência das agentes aconteceu de forma informal e desrespeitosa
Após a transferência de agentes penitenciárias do sexo feminino que atuavam no Presídio de Segurança Máxima (PSM1), o Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sidapen) está acusando o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), de assédio moral e pratica sexista.
De acordo com o Sidapen, as agentes do sexo feminino ‘vêm passando torturas psicológicas acerca de rumores sobre a transferência de todas agentes femininas que laboram naquela unidade’.
O sindicato alega que a transferência das agentes aconteceu de forma informal e desrespeitosa, através de recados, caracterizando total desvalorização do trabalho feminino.
“O Sidapen oficializou todos os responsáveis acerca da ilegalidade da transferência em massa feminina, motivado pela fácil percepção da caracterização sexismo e assédio moral, uma vez que não houve transferência de qualquer agente penitenciário do sexo masculino neste ato. Porém, nenhuma medida contrária foi tomada por parte dos gestores da Secretaria de Estado de Ressocialização e Integração Social”, trouxe a nota de repúdio enviada pela categoria.
Para o sindicato, a transferência foi ilegal e fere o disposto do anexo único da Lei 6.682/2006, que dispõe sobre as atribuições do cargo de agente penitenciário, onde não há qualquer distinção entre serviços para homens e mulheres.
“Todas estas atitudes são classificadas como prática ilícita e degradante no ambiente de trabalho, ou seja, assédio moral. Ademais, deveras degradante, posto que desestabilizaram psicologicamente as agentes femininas, gerando um grave desgaste emocional, haja vista a manipulação perversa e hostil”, trouxe outro trecho da nota de repúdio.
O 7Segundos tentou contato com a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social, mas não obteve sucesso.
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