Servidores públicos de Maceió protestam em frente ao gabinete do prefeito
Greve é por tempo indeterminado; servidores reivindicam reajuste de 15,41%
Em greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira (17), os servidores públicos do município seguiram em passeata, no fim da manhã, em direção ao gabinete do prefeito Rui Palmeira (PSDB), no bairro do Jaraguá, em Maceió. Eles seguravam faixas com o seguinte slogan "Nem zero nem 3%. Servidores públicos de Maceió merecem mais".
A greve foi a medida encontrada pelos servidores após a prefeitura cessar as propostas de reposição salarial. Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos de Maceió (Sindspref), entidade que representa os servidores municipais, a última proposta apresentada pela gestão municipal foi de 3%, porém a categoria manteve a cobrança de 15,41%.
“A greve é a única forma de cobrar o nosso direito. A legislação diz que o gestor municipal deve atualizar anualmente o salário do servidor público do município baseado no IPCA e com data-base em janeiro. Pois, estamos desde 2014 com perdas inflacionárias e a proposta que o prefeito oferece, contempla apenas IPCA de 2017 e ainda não consagra a data-base”, explicou o presidente do Sindspref, Sidney Lopes.
Por meio de nota, a prefeitura de Maceió afirma que a proposta de reajuste de 3% é o percentual possível, considerando a capacidade financeira do Município e respeitando os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Além disso, esclarece que a Procuradoria Geral do Município (PGM) alinhará, junto à Secretaria Municipal de Gestão (Semge), os procedimentos cabíveis quanto à reivindicação da categoria.
Confira a nota na íntegra:
A Prefeitura de Maceió começou a receber as comunicações oficiais sobre a decisão de greve de alguns sindicatos. A partir de agora, a Procuradoria Geral do Município (PGM) fará a análise jurídica e alinhará junto à Secretaria Municipal de Gestão (Semge) qual deve ser o procedimento quanto aos encaminhamentos sobre o assunto.
A proposta de reajuste de 3% a partir de junho, ofertada pela Prefeitura de Maceió, é o percentual possível, considerando a capacidade financeira do Município e respeitando os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. O reajuste proposto está dentro da média concedida pelas capitais, de acordo com informações do Fórum Nacional de Secretários Municipais de Administração das Capitais (Fonac). Maceió registrou cortes significativos nos repasses federais, mas a Prefeitura tem mantido como prioridade a regularidade no pagamento da folha salarial.
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