Gaesf recupera milhões de reais aos cofres do Estado
Ação é parceria entre PGE, Sefaz, MP e Polícia Civil
O trabalho da Procuradoria Geral do Estado não se limita a defender causas do Governo Estadual e tem se destacado, também, no combate à corrupção e à sonegação fiscal. Há um ano e meio, a PGE passou a integrar o Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf), criado em 2017 pelo Ministério Público do Estado.
O Gaesf trabalha no combate à sonegação fiscal e à recuperação de ativos no Estado de Alagoas e é composto, por meio de um convênio, pelo Ministério Público, Procuradoria Geral do Estado, Secretaria da Fazenda e Polícia Civil.
O trabalho desse colegiado, do qual a PGE faz parte de forma direta e ativa, tem trazido milhões de reais de volta ao erário. Representado pelo procurador de estado Ivan Luiz da Silva, o trabalho é feito em conjunto com os demais órgãos, recuperando recursos que foram sonegados por empresas.
“A PGE passa a ser um personagem ativo na recuperação de bens, atuando diretamente. Nesse trabalho, junto com os demais órgãos participativos, conseguimos acordos que resultam no retorno desses recursos aos cofres públicos”, destaca Ivan Luiz.
Recentemente, o Gaesf foi responsável pela operação Placebo, que investigou a abertura de empresas de medicamentos falsas para sonegar impostos, o que causou um prejuízo aos cofres públicos estimado em R$ 197 milhões. Ao final, cerca de 5 mil tipos de medicamentos foram apreendidos.
A Secretaria da Fazenda, para assegurar o uso imediato desses medicamentos, constituiu um crédito suplementar no valor de R$ 42 milhões. O Estado de Alagoas, por meio da PGE, e em conjunto com o Ministério Público Estadual requereu a 17ª vara criminal da capital a adjudicação para uso desses medicamento apreendidos, oferecendo esse credito suplementar de garantia.“O Gaesf, por meio dos quatro órgãos que o compõe, conseguiu dar uma destinação a esses medicamentos, que vão para os hospitais públicos estaduais, de forma que a população será beneficiada”, enfatiza o procurador de estado Ivan Luiz.
E explica mais: “O Gaesf já realizou diversas operações neste um ano e meio de existência, como a operação Polhastro, que desarticulou uma organização criminosa especializada em fraudar documentos públicos e privados e cometer outros crimes, a exemplo de sonegação fiscal, lavagem de bens e falsidade ideológica. Assim, recuperou milhões em dinheiro de impostos públicos que haviam sido sonegados”.
Além do trabalho no Gaesf, Ivan Luiz atua também como coordenador da Procuradoria Judicial. “São trabalhos desafiadores, mas mostram a importância da Procuradoria Geral do Estado na ação de fiscalização e recuperação dos ativos sonegados. Isso já faz parte do nosso dia a dia, ao defender os interesses do Estado, ou seja, não apenas do governo, mas de toda população”, diz.
Veja também
Últimas notícias
Governo pode acelerar debate sobre fim da escala 6x1 enquanto PEC avança na Câmara
Secretaria de Agricultura de Maragogi realiza abertura do Ano Rural com agricultores e lideranças da zona rural
Jovem trans de 18 anos é identificada como autora de ataque a tiros em escola no Canadá
PF pede a Fachin suspeição de Toffoli no inquérito do Banco Master
Educação prorroga prazo de chamada pública para agricultura familiar até 23 de fevereiro
Parque Linear é alvo de suspeita de vandalismo um dia após a inauguração
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Luciano Barbosa irá assinar ordem de serviço para o início das obras na Avenida Pio XII
Prefeito Luciano garante pavimentação de mais dois bairros de Arapiraca
Vigia que ‘terceirizou’ próprio posto terá de ressarcir aos cofres públicos R$ 104 mil
