Judiciário acompanha projeto da Prefeitura para favelas da orla lagunar
Presidente Tutmés Airan recebeu o prefeito Rui Palmeira, que apresentou o plano do Município para realocar famílias da região
Para tratar sobre o projeto da Prefeitura de Maceió para a orla da lagoa Mundaú, o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Tutmés Airan de Albuquerque Melo, recebeu o prefeito Rui Palmeira, nesta quinta-feira (24).
A prefeitura pretende construir apartamentos para mais de 1.700 famílias, na área onde hoje passa a avenida Senador Rui Palmeira. Uma nova pista será pavimentada onde hoje ficam as favelas do entorno da lagoa. O prefeito apresentou o plano também à juíza Fátima Pirauá, da 28ª Vara Cível da Capital, Infância e Juventude, e à promotora da Infância do Ministério Público Estadual, Marluce Caldas.
A Justiça acompanha o projeto para garantir os direitos da população local. Uma das preocupações é com as crianças e adolescentes. “A ideia é que essas crianças sejam definitivamente assistidas, com acesso a creche, educação, carinho, atenção”, disse Tutmés Airan.
Para o presidente, a Prefeitura está tratando da situação de forma adequada. “Um projeto importantíssimo, de uma profundidade social enorme, porque não só resolve o problema habitacional, mas enfrenta todo o conjunto de problemas que aflige o ser humano, e por isso merece toda a nossa atenção e todo o nosso apoio”.
Rui Palmeira afirma que a intenção é mudar para melhor a realidade das pessoas que lá vivem, e ressalta que precisa do apoio do Judiciário e do Ministério Público.
“É importante contar com esse apoio e mostrar que as famílias que hoje vivem em barracos de lona, vão ter seus apartamentos com água encanada, Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), creche, posto de saúde, escola, quadras. Essas crianças vão ter o que não tem hoje, que é uma infraestrutura completa e acompanhamento social”, garantiu o prefeito.
A juíza Fátima Pirauá também avalia que o projeto está no caminho certo. Ela lembrou que já há uma decisão judicial, em ação civil pública, determinando que Prefeitura construa uma creche em tempo integral para a região.
“Nós estamos acompanhando e o Judiciário está dando todo apoio à Prefeitura, porque eles querem fazer, além dos equipamentos que foram determinados pela ação civil, também um equipamento de moradia, porque ali a situação é de muita vulnerabilidade social e de falta de dignidade completa para aquelas famílias”, afirmou a magistrada.
Os secretários municipais Mac Lira (Desenvolvimento territorial), Ana Dayse (Educação) e Celiany Rocha (Assistência Social) participaram da reunião.
Pinheiro
Tutmés Airan também conversou com o prefeito sobre a situação do bairro do Pinheiro, onde moradores convivem rachaduras nos imóveis e risco de desabamento. O desembargador solicitou que o prefeito participe de uma reunião com o grupo de moradores SOS Pinheiro. Rui Palmeira se comprometeu a participar do encontro, em data ainda a ser definida.
Últimas notícias
Caso Marielle e Anderson: STF condena irmãos Brazão a 76 anos
Advogado sustenta que queda de criança foi acidente e questiona provas da acusação no júri
MPAL promove reunião com órgãos estaduais para discutir direitos humanos e cidadania nas escolas
IMA diz que mortandade de peixes em Jequiá da Praia foi provocada por ações humanas
Polícia Militar flagra extração irregular de minério durante Operação Onda Verde
Marginal do Piauí, com recursos articulados por Arthur Lira, impulsiona desenvolvimento em Arapiraca
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
