Em nota, Vale detalha ações para garantir segurança na barragem
"Ainda estamos buscando respostas para o ocorrido", diz o texto
Em nota, a empresa Vale divulgou informações sobre a Barragem I da Mina Córrego do Feijão, que se rompeu no início da tarde de ontem (25), na região de Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte (MG), provocando soterramento, mortes e desaparecimentos de pessoas. O documento informa que a barragem tinha autorização para funcionamento e passou por processos de fiscalização e revisão, considerando assim que havia segurança no local.
De acordo com a nota, a barragem possuía Declarações de Condição de Estabilidade emitidas pela empresa TUV SUD do Brasil, empresa internacional especializada em Geotecnia, emitidas em 13/06/18 e 26/09/18, referentes aos processos de Revisão Periódica de Segurança de Barragens e Inspeção Regular de Segurança de Barragens.
“A barragem possuía Fator de Segurança de acordo com as boas práticas mundiais e acima da referência da Norma Brasileira. Ambas as declarações de estabilidade mencionadas atestam a segurança física e hidráulica da barragem”.
De acordo com o documento, a barragem passou por inspeções de campo quinzenais, todas reportadas à ANM (Agência Nacional de Mineração) por meio do SIGBM (Sistema Integrado de Gestão de Segurança de Barragens de Mineração). Sendo que a última inspeção cadastrada no sistema da ANM foi executada em 21/12/18.
Inativa
Segundo a Vale, a barragem foi preparada para a disposição de rejeitos provenientes da produção e reiterou que estava inativa e, portanto, não recebia rejeitos. De acordo com o comunicado, no local não havia lago nem outro tipo de atividade operacional em andamento. A barragem foi construída em 1976, pela Ferteco Mineração (adquirida pela Vale em 27 de Abril de 2001), pelo método de alteamento a montante.
O texto detalha também a extensão da barragem, que tinha 86 metros, e comprimento da crista de 720 metros. Os rejeitos dispostos ocupavam uma área de 249,5 mil metros quadrados (m²) e o volume disposto era de 11,7 milhões de metros cúbicos (m³). As informações dos instrumentos, segundo a empresa, eram coletadas periodicamente e todos os seus dados analisados pelos geotécnicos responsáveis pela barragem.
De acordo com a nota, a barragem mantinha sistema de vídeo monitoramento, de alerta através de sirenes (todas testadas) e cadastramento da população. Segundo a Vale, houve uma simulação em 16 de junho de 2018, sob coordenação das Defesas Civis, com total apoio da Vale, e treinamento interno com os funcionários em 23 de outubro do ano passado.
“Diante de todos os pontos descritos acima, estamos ainda buscando respostas para o ocorrido”, encerra o texto.
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