MPC detalha motivações de pedido de congelamento de passagens
O procurador esclarece que é possível que algumas questões contratuais não estejam sendo cumpridas pelas concessionárias
Em entrevista ao programa TC News, da TV Cidadã, o procurador, Ricardo Schneider, deu detalhes das razões de o Ministério Público de Contas (MPC/AL), junto com o Ministério Público do Estado (MPE/AL), ter recomendado o congelamento da tarifa de ônibus urbano em Maceió. Schneider lembrou que o MPC tem acompanhando a questão desde o processo de licitação. “Participamos das tratativas, acompanhando a execução contratual para verificar se as empresas estão cumprindo os termos contratuais, além dos aspectos que determinam fixação do valor da tarifa.”
O procurador esclarece que é possível que algumas questões contratuais não estejam sendo cumpridas pelas concessionárias e que o poder público pode não ter repassado valores como os da gratuidade às concessionárias. “Dentro dessas questões complexas, o MPC está acompanhando e tentando conduzir o desfecho que a legislação exige: fazer com que o contrato seja cumprido, que a população tenha serviço de qualidade e não seja onerada de forma injustificável”, explica Schneider.
O procurador ressaltou que o contrato prevê o reajuste e que é possível que haja alterações em razão de fatos supervenientes, como a atuação dos transportes clandestinos ou a variação do preço do combustível. “Há um ano, o MPC recomendou que o aumento se restringisse ao valor paramétrico. Em contrapartida, outras questões devem ser discutidas, como outorgas que não foram pagas pelas empresas ou a condição das frotas. Não digo que o pleito deles é injustificável, recomendamos auditoria para fazer levantamento dos argumentos das duas partes, para ter dados objetivos e ter base sólida para sugerir aumento ou até mesmo redução, como uma das partes devidas alega que seja devida.”
O procurador também lembrou que em 2019, a população se organizou para tratar do assunto. “A participação da sociedade civil organizada é de extrema relevância. 46 entidades formaram um comitê, com dados técnicos que equilibraram a balança das discussões. Antes a população não tinha voz muito forte, até por ser algo pulverizado. Esse ponto de vista dos usuários nos chega de forma muito impactante,” ressalta.
“Nós entendemos que a questão dos clandestinos é relevante, existe, precisa ser mensurada e combatida, mas nós entendemos também que a qualidade de um transporte que não seja adequada desestimula a população buscar outros meios. Dentro de um contexto em que temos pouca oferta isso é potencializado.
Veja também
Últimas notícias
Bolsonaro volta à prisão na PF após receber alta hospitalar
Primeira-dama e prefeito JHC divulgam programação do Verão Massayó 2026
Turistas e ambulantes bloqueiam trânsito na orla da Ponta Verde e DMTT pede apoio da polícia
Jangada com fogos vira no mar e provoca pânico durante Réveillon em Maragogi
Primeiro bebê de 2026 em Alagoas nasce no Hospital da Mulher, em Maceió
Gusttavo Lima faz pocket show surpresa em resort na Barra de São Miguel e encanta hóspedes
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
Estado de Alagoas deve pagar R$ 8,6 milhões a motoristas de transporte escolar
