Caso Jaciara: MP condenação de mais de 20 anos para acusado
Julgamento está ocorrendo no Fórum de Coruripe, nesta quinta-feira (14)
O Ministério Público de Alagoas espera condenação de mais 20 anos de Alberdan de Souza Ferreira, acusado de assassinar a ex-mulher, Maria Jaciara Ferreira dos Santos, em 2017. O julgamento está ocorrendo no Fórum de Coruripe, nesta quinta-feira (14).
“O réu prestou, até agora, um interrogatório fantasioso desprovido de qualquer amparo dentro dos autos. O mesmo confessa o crime, entretanto procurando encobrir-se no sentido de que o mesmo seja desclassificado para crime culposo, o que não tem cabimento diante das provas que são muito contundentes. Esperamos a condenação por homicídio quadruplamente qualificado”, afirma o promotor de Justiça José Antônio Malta Marques.
O julgamento de Alberdan de Souza Ferreira iniciou com o réu entrando em muitas contradições e tentando impressionar com pedidos de choro e perdão. Mas, para a promotora de Justiça, Hylza Paiva, da Comarca de Coruripe, a aposta é que ele seja condenado, no mínimo a 24 anos de prisão por homicídio doloso e ocultação de cadáver.
“Manterei a minha linha de acusação, de crime tetra qualificado, além de ocultação de cadáver.Ele entrou totalmente em contradição, desde o início, e todas as provas que temos irão derrubar os seus argumentos”, ressalta a promotora Hylza Paiva.
O magistrado Mauro Baldini, que preside o júri, iniciou os trabalhos chamando uma testemunha identificada como Márcio Beltrão, mas seu depoimento, a pedido do promotor de Justiça, José Antônio Malta Marques, foi registrado apenas como declaração, pois o mesmo confessou ser amigo do pai do réu há mais de 15 anos.
Vida social, grau de escolaridade, profissão e, em seguida, a pergunta da qual todos esperavam ansiosos a resposta. “Senhor Alberdan, consta nos autos que ´réu confesso do crime, o senhor confirma que cometeu o homicídio, matou Jaciara?”, questionou o juiz. “Sim, confesso”, respondeu o acusado.
Mas, logo em seguida, Alberdan tentou convencer de que a vítima teria morrido porque, num tropeço, ele caíra sobre ela. Antes, fez relato que indignou os promotores tentando afirmar que Jaciara havia despertado fúria ao insinuar que não se responsabilizaria pelo que poderia acontecer com a filha do casal. No entanto, a acusação, pela representação do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) sutenta que todas as declarações são falsas e diferentes do que foi confessado por Alberdan Ferreira e que consta nos autos no processo.
Qualificadoras: Motivo fútil, emprego de meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e feminicídio.
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