PF faz buscas em casa de alagoano por suposta ameaça ao presidente do STF
Adriano Argolo nega ameaça e alega ter Twitter clonado
A Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de busca e apreensão, na manhã desta quinta-feira (21), no bairro de Guaxuma, litoral Norte de Maceió. Os policiais foram à casa do advogado alagoano Adriano Argolo. Ele é filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Argolo se autointitula nas redes sociais um dos maiores críticos do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus integrantes. E é alvo do inquérito que apura ameaças contra ministros da Suprema Corte, em mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes.
Os policiais apreenderam o aparelho celular do advogado, sob a acusação de que Argolo teria postado nas redes sociais, em novembro de 2018, uma mensagem com ameaça de atirar contra o presidente do STF, Dias Toffoli. A postagem investigada citava a suposta intenção do advogado de ir ao STF e dar um tiro nas costas do presidente da o ministro.
Durante a operação, a Polícia apresentou ao advogado a mensagem constada no inquérito. O advogado negou ter sido o autor da ameaça. Em entrevista à TV Gazeta, Argolo argumenta que sua conta no Twitter foi clonada e que nunca seria capaz de proferir qualquer ameaça ao STF.
O advogado admitiu na entrevista que boa parte de suas postagens é de cunho político e crítico, mas nunca para ameaçar qualquer membro do Poder Judiciário. Ele também afirmou que foi surpreendido com a chegada da Polícia Federal no seu imóvel.
Argolo tem cerca de 26 mil seguidores no Twitter e diz que faz diversas críticas políticas. O advogado chegou a criticar o processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma e várias fases da operação Lava Jato, mas afirmou que seria incapaz de fazer ameaças a ministros do STF. Ele frisou que nunca postou que gostaria de dar um tiro no tiro nas costas do ministro Dias Toffoli.
O advogado filiado ao PT disse ainda ter tomado conhecimento nesta quinta-feira (21) da clonagem de sua conta, com a apresentação da postagem pela Polícia Federal. Argolo informou ainda que seus advogados entrarão com recurso para trancar o processo, alegando absoluta falta de provas e indícios que o incriminam neste inquérito.
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