Defensor Público afirma que taxação de aposentados e pensionistas é inconstitucional
Aposentados e pensionistas que ganham abaixo de R$ 5.839,45 não eram taxados
O Defensor Público e Professor de Direito Constitucional, Othoniel Pinheiro, afirmou ser inconstitucional a contribuição previdenciária de 14% de aposentados e pensionistas que ganham abaixo de R$ 5.839,45, taxação instituída pela Reforma da Previdência Estadual em Alagoas.
Aposentados e pensionistas do Estado que ganhavam abaixo desse valor eram isentos da cobrança da contribuição, mas com a aprovação da Reforma pela Assembleia Legislativa, eles são obrigados a contribuir mensalmente com 14% sobre parte do salário que superar o salário mínimo vigente (art. 14, II do projeto). Assim, por exemplo, o aposentado que recebe 5 mil reais por mês vai passar a pagar R$ 560,00 de contribuição mensal.
De acordo com Othoniel Pinheiro, a cobrança é arbitrária, pois, mesmo após a aprovação da Reforma da Previdência Nacional (Emenda Constitucional nº 103/2019), os aposentados e pensionistas da União Federal que ganham abaixo de R$ 5.839,45 continuaram isentos do pagamento da contribuição (art. 40, § 18 da Constituição Federal), razão pela qual a cobrança feita por qualquer Estado ou Município é inconstitucional por ferir o princípio da igualdade. Assim, os aposentados e pensionistas do Estado de Alagoas deveriam continuar com a isenção, uma vez que não se pode tratá-los de forma diferente dos aposentados e pensionistas da União.
Acrescenta que “o próprio Supremo Tribunal Federal já decidiu sobre isso ao julgar a ADI 3105 quando afirmou ser inconstitucional o estabelecimento de bases de cálculo diferenciadas entre servidores e pensionistas da União, de um lado, e servidores e pensionistas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de outro. No caso, a Corte afirmou que cobrar contribuição previdenciária dos aposentados e pensionistas de Estados e Municípios de forma diferente dos aposentados e pensionistas da União fere o princípio da igualdade, sendo uma atitude arbitrária e discriminatória”.
“Após a sanção e publicação da lei, o campo de disputa será no Poder Judiciário, onde pretendemos barrar tamanha injustiça contra o povo de Alagoas”, finaliza.
Veja também
Últimas notícias
Guilherme Lopes amplia base e recebe apoio de vereador de Quebrangulo
Estudantes alagoanos brilham em exposições de telas sobre Nise da Silveira no Cine Arte Pajuçara
Grupo de Capoeira Mandingueiros de Penedo celebra 18 anos de atividades
Programa “Esporte para Todos” é lançado com grande participação popular em Palmeira dos Índios
Ex-jogador Raí será palestrante durante Semana do MEI em Penedo
Soldado de Israel faz foto com cigarro na boca de Virgem Maria
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
