Festival de Inverno de Garanhuns é oficialmente cancelado em 2020
O Festival de Inverno de Garanhuns, um dos principais eventos públicos de Pernambuco, está oficialmente cancelado em 2020. A 30ª edição do evento só será realizada em 2021, consolidando uma pausa no tradicional calendário anual do festival, realizado desde 1991. O anúncio foi feito pela Secretaria de Cultura de Pernambuco/Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco em nota. "Acreditamos que o atual cenário de pandemia, que impede a realização de eventos com grande concentração de pessoas, tornou impossível a realização da edição deste ano do Festival de Inverno de Garanhuns. O 30º FIG, que seria comemorado em 2020 como a grande celebração da diversidade cultural do Brasil, será realizado em 2021".
Realizado na cidade do Agreste do estado, o FIG é uma importante ferramenta de fomento cultural para a classe artística, com shows, oficinas culturais, exposições de arte, apresentações circenses e outras manifestações culturais. Por sua extensão, é um dos festivais de música gratuitos mais importantes do país. Em 2019, a organização do evento estimou que cerca 600 mil pessoas circularam pela cidade durante os 10 dias de programação, com média de 60 mil pessoas em cada noite do Palco Dominguinhos.
A administração de cultura do governo estadual também publicou uma nota em relação à Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, aprovada no poder legislativo federal e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro: "A Secult-PE/Fundarpe comemora a sanção presidencial da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, publicada no Diário Oficial da União, mas alerta que esse ainda foi apenas mais um passo para a materialização do apoio federal para a classe artística e os setores envolvidos no mercado cultural e criativo", diz o texto.
"Segundo secretário Gilberto Freyre Neto, o recurso federal precisa chegar o mais brevemente possível para que os estados e municípios possam ter tempo para realizar os repasses. Já para o presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto, ainda falta uma regulamentação clara sobre como esse recurso vai chegar aos governos estaduais e municipais e, principalmente, como eles serão transferidos aos solicitantes do benefício", conclui o comunicado.
Em abril deste ano, quando o estado de pandemia já estava consolidado, a Secult-PE/Fundarpe afirmou que, diante de cobranças por parte da classe artística, a prioridade para o setor cultural seria o "pagamento do Ciclo Carnavalesco, das parcelas do Funcultura que estejam em condições de serem pagas e dos salário dos colaboradores, além de algumas outras emergências".
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