Covid 19: Ministério Público e Conselhos inspecionam unidades sentinelas em Cajueiro e Atalaia
Centros de Atendimento criados em caráter excepcional e temporário devem ter estrutura necessária para o atendimento e acolhimento adequados a todo e qualquer cidadão com suspeita de contaminação pelo novo coronavirus
Observar a qualidade do que está sendo ofertado à população e averiguar o cumprimento da Portaria nº 1.445 de 29/05/2020, expedida pelo Ministério da Saúde, que criou as bases de atendimento para enfrentamento à Covid-19. Este foi o propósito da visita do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) e dos conselhos regionais de Farmácia e Enfermagem às unidades sentinelas nos municípios de Atalaia e Cajueiro.
Conforme a Portaria, os Centros de Atendimento criados em caráter excepcional e temporário devem ter estrutura necessária para o atendimento e acolhimento adequados a todo e qualquer cidadão com suspeita de contaminação pelo novo coronavirus. A fiscalização do MPE/AL, representado pelos promotores naturais dos municípios de Atalaia e Cajueiro, Bruno Baptista e Maria Luisa Maia, respectivamente, com os representantes dos Conselhos Regionais serviu para identificar se houve o investimento ideal de recursos nas unidades, se há equipamentos suficientes para atender à população na hora dos exames e classificação de risco, e também que assegure a segurança dos profissionais de saúde.
Para o promotor de Justiça, Bruno Baptista, as visitas significam zelo e respeito aos direitos do cidadão.
“Sabe-se que a pandemia do COVID-19 tem desafiado todos os órgãos públicos de proteção ao cidadão a realizar ações que visem prestar um serviço efetivo e, ao mesmo tempo, seguro. Partindo desta constatação, o trabalho articulado do Ministério Público e dos Conselhos de Enfermagem e Farmácia permitiu verificar se o serviço público de saúde nos Municípios de Atalaia e Cajueiro vem sendo prestado, especialmente no que tange ao atendimento aos casos de COVID, de forma adequada, ofertando segurança aos profissionais de saúde e, ao mesmo tempo, zelo com o cidadão que busca a unidade hospitalar”, afirma o promotor.
A promotora de Justiça, Maria Luisa Maia, expôs sua avaliação sobre a inspeção conjunta reforçando a sua importância .
“A fiscalização coordenada dos órgãos de controle permite um olho multidisciplinar no controle do serviço essencial de saúde, facilitando que as falhas ou carências sejam detectadas sob todos os ângulos. Buscou-se o aprimoramento do serviço à população para que o mesmo seja ofertado com qualidade e assim, o combate à pandemia seja cada vez mais eficaz com meios que dispomos até o momento. Ademais, as escolhas dos conselhos de farmácia e enfermagem tiveram por objetivo atender demandas das Promotorias de Justiça participantes, vez que ambas receberam reclamações acerca do atendimento das unidades de atendimento voltadas à pandemia COVID-19″, ressalta a promotora.
Após a visita ficou acordado que os promotores de Justiça aguardarão o envio do relatório que os conselhos irão confeccionar e, após análise, será dado um prazo pelo Ministério Público para as secretarias de Saúde dos municípios corrigirem eventuais falhas encontradas.
Veja também
Últimas notícias
Lula inaugura novas áreas de hospital universitário de São Carlos
ONU: escravização de africanos foi maior crime contra humanidade
Governo prevê arrecadar R$ 4,4 bi com taxação de fintechs, bets e JCP
STF proíbe pagamento de “auxílio-peru” para juízes e promotores
Governo do Estado inaugura sala do Saúde Até Você Digital em Feira Grande
Nova maternidade estadual em Arapiraca terá investimento de R$ 60 milhões, destaca Ricardo Nezinho
Vídeos e noticias mais lidas
Mistério em Arapiraca: saiba quem era o empresário morto a tiros em condomínio
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Cunhado de vereador é encontrado morto a tiros dentro de condomínio em Arapiraca
Subcomandante de unidade da PM de AL é denunciado por agredir a esposa, também policial militar
