PM acusado de matar irmãos no Village Campestre tenta liberdade no STJ
Ainda não há data para o julgamento da decisão
No último sábado (29) foi publicado um despacho do juiz Manoel Cavalcante de Lima Neto para o julgamento de um habeas corpus em favor do policial militar Johnerson Simões Marcelino no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Ele estava acompanhado de outros militares durante a abordagem no dia 25 de março de 2016 no Village Campestre, em Maceió, quando os irmãos deficientes Josenildo e Josivaldo Ferreira, de 16 e 18 anos, teriam reagido e ocorrido troca de tiros, e eles morreram. O pedreiro Reinaldo passava pelo local e acabou atingido.
O Ministério Público afirmou que horas após o crime, o réu levou à Delegacia de Homicídios uma pistola, uma espingarda, várias munições e estojos de calibre 36 deflagrados e afirmou que o material criminoso pertencia aos irmãos.
No entanto, nenhuma das testemunhas afirmou ter visto as armas.
Ainda segundo a denúncia, a funcionária Rúbia Estevam dos Santos, do Hospital Geral do Estado (HGE), local que atendeu as vítimas, mentiu dizendo ter encontrado no bolso da bermuda da vítima Josenildo uma caixa de munição.
A coordenação do HGE informou que a enfermeira estava de licença médica quando os irmãos foram internados. Além disso, questionada sobre a “cópia do livro de ocorrência do dia do fato”, uma funcionária disse não tê-lo encontrado, o que indica que foi extraviado.
Para o MP, o cabo Johnerson, junto ao soldado Jailson Stallaiken, implantaram os armamentos e munições ao levarem as vítimas até o HGE.
O militar está preso desde 23 de fevereiro de 2017 e sua liberdade já foi negada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), sendo a último no dia 05 de agosto.
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