Defesa Civil analisa fissuras em imóveis no bairro do Farol
Estudo vai investigar se as rachaduras tem relação com a mineração
Equipes da Coordenadoria Municipal Proteção e Defesa Civil (Compdec) deram início nesta quinta-feira (10) aos levantamentos de fissuras, trincas e rachaduras registradas em imóveis no bairro do Farol. O estudo possui um caráter investigativo e tem como objetivo analisar se o aparecimento de rachaduras em alguns imóveis do bairro tem relação com a instabilidade de solo que afeta os bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto, provocados pelas atividades de mineração – segundo relatório do Serviço Geológico do Brasil (CPRM).
Seis casas da Rua Tenente Antônio de Oliveira, no bairro do Farol, foram vistoriadas pelas equipes do Centro Integrado de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cimadec). As unidades apresentavam fissuras, trincas ou rachaduras que foram analisadas pela equipe técnica, que coleta dados para saber se o problema estaria associado à instabilidade de solo já identificada no Mapa de Setorização de Danos e de Linhas de Ações Prioritárias.
“O levantamento neste momento é focado nas fissuras, trincas e rachaduras que aparecem tanto nas paredes quanto no piso. É um trabalho mais investigativo, onde o Núcleo de Geociências e da Engenharia estão em campo para fazer a avaliação, coletar esses dados, fazer esse registro para Defesa Civil e fazer um estudo mais apronfundado. E esse levantamento de fissuras e trincas é um dos procedimentos de análise. A gente está prevendo colocar uma instrumentação aqui no bairro para conseguir subsídios maior e melhor para uma avaliação mais concreta”, explicou o geólogo do Cimadec, Antonioni Guerrera.
A ideia deste trabalho é saber se estas fissuras, trincas ou rachaduras estão associadas ao processo de instabilidade que envolve outros quatro bairros. “As casas vistoriadas no bairro Farol apresentam patologias como acomodação de terreno e problemas de afundamento. Porém é muito cedo para dizer se há correlação com o processo de instabilidade do solo. A Defesa Civil segue trabalhando de maneira interdisciplinar e cada área fica responsável por uma parte específica da análise. A engenharia estuda as patologias, geologia as feições e a geografia a posição das fissuras. É um processo longo e detalhado”, completou o engenheiro civil do Cimadec, Dayvisson Rodrigues.
“Essa é uma região que a gente trata como limite do arco que fecha a região delimitada no Mapa de Setorização. É cedo para dizer se está associado ou não. A gente até pede um pouco de calma da população, porque nem todo aparecimento de fissura, trinca ou rachadura está associada a processo de subsidência. Por isso a importância dessa avaliação”, ressaltou o geólogo, orientando a população a acionar a Defesa Civil através do número 199 caso tenham rachaduras no imóveis da localidade ou em caso de evolução das identificadas nesta quinta-feira.
Um das casas vistoriadas foi a dos pais da Nilza Araújo. Segundo os moradores, as fissuras no imóvel começaram a aparecer no final de 2018, mas em maio deste ano teriam surgido novas. “A gente espera que o problema não evolua e que não tenha relação com o problema que afeta os outros bairros. Vamos seguir as orientações da Defesa Civil e aguardar um posicionamento”, disse ela.
Os dados coletados pelo órgão serão ainda compartilhados com a CPRM, órgão federal dá suporte nas ações de monitoramento realizadas pela Defesa Civil de Maceió, para que sejam analisados e, por fim, ser emitido parecer.
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