Roberto Jefferson chama deputados alagoanos de “coronel” e “Zé bonitinho”
Antônio e Nivaldo Albuquerque foram citados em carta feita na prisão pelo ex-deputado federal
O presidente do PTB em Alagoas, deputado estadual Antônio Albuquerque, tem trabalhado para assumir o comando do Diretório Nacional da legenda desde que o presidente do partido, Roberto Jeffersson, foi preso por ameaçar integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). As investidas do parlamentar acabaram provocando a reação de Jefferson, que se referiu à Albuquerque como “coronel” e ao filho dele, o deputado federal Nivaldo Albuquerque, como “Zé Bonitinho”.
Antônio e Nivaldo assinaram o pedido de afastamento de Roberto Jefferson e de toda a Executiva Nacional. Mesmo preso em Bangu 8, o ex-deputado federal escreveu uma carta denunciando uma conspiração e pediu licença do cargo que ocupa na sigla até durar a prisão preventiva.
Apesar de se referir a Antônio Albuquerque como “Coronel”, Jefferson disse que Nivaldo não tem a mesma disposição do pai. “Seu filho Deputado Nivaldo, é uma dama, gentil, delicado, incapaz de uma truculência”, disparou o ex-parlamentar em carta escrita na última sexta-feira (22), e que ganhou publicidade nesta segunda-feira (25).
O presidente licenciado do PTB foi além e revelou que Nivaldo Albuquerque é chamado de “Zé Bonitinho”, personagem da Escolinha do Professor Raimundo, programa humorístico da TV Globo. “Ganhou o apelido de Zé Bonitinho, pois saca seu pente do bolso, a cada cinco minutos, para arrumar suas melenas, seus cabelos”.
Jefferson ainda denunciou uma suposta ameaça feita por Antônio Albuquerque contra Graciela Nienov, vice-presidente do Diretório Nacional do PTB. “Ele [Nivaldo] teve alteração com a Graci, miaram, se arranharam, espernearam, e a Graci o chamou de frangote, o que provocou iracunda reação do Coronel Albuquerque, que ameaçou a vida da nossa Graci. Temos o whatsapp guardado com a ameaça”, revelou.
Por fim, Roberto Jefferson lembrou a tentativa de homicídio sofrida por Nivaldo Albuquerque e acusou o deputado Antônio Albuquerque de ser o suspeito na execução de 4 dos 5 possíveis envolvidos no crime, e por intimidar membros do judiciários alagoano.
“Por razões políticas inexplicadas, o filho do Coronel Albuquerque foi baleado com 6 disparos, Deus o salvou. O zeloso pai é suspeito de brutal execução de 4 dos 5 autores. Um promotor e uma juíza, que investigam essas mortes por justiçamento, ameaçaram pedir a prisão do Coronel. A resposta veio num discurso feito na Assembleia alagoana, o que fez recuarem os dois integrantes do judiciário. Peço que degravem e juntem esse discurso à Justiça Federal”.
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