Rol taxativo dos planos de saúde traz preocupação para famílias de pacientes com microcefalia em AL
O principal medo é que os pacientes que precisam de tratamento de consultas específicos percam tudo
Mesmo suspensa a votação sobre o rol taxativo dos planos de saúde que tramita no Congresso Nacional, familiares de pacientes com microcefalia continuam apreensivos sobre o futuro da lista de procedimentos que são ofertados.
O principal medo é que os pacientes que precisam de tratamento de consultas específicos percam tudo. "Temos crianças com doenças raras. Pela falta de políticas do SUS que precisam ser efetivadas para essa parcela população as famílias precisam recorrer aos planos de saúde. E ainda querem restringir os cuidados. Eles só assinam o projeto, na prática somos nós que sofremos", disse Alessandra da Hora, da Associação das Famílias de Anjos do Estado de Alagoas.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu, em fevereiro, o julgamento que decide se planos de saúde são obrigados a cobrir somente os tratamentos previstos no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Caso a Corte decidir que o rol é taxativo, as operadoras de planos de saúde poderão negar o pagamento de procedimentos não incluídos na relação da ANS.
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