Advogada de Kel Ferreti critica vazamento de processo e acusações de abuso sexual
Graciele Queiroz é alagoana, mas trabalha em São Paulo como advogada criminalista, e se apresenta como 'especialista em falsas acusações de violências sexuais'

A advogada de defesa do influenciador e ex-policial Kleverton Pinheiro de Oliveira, o Kel Ferreti, preso durante uma operação policial e investigado pelo crime de estupro, divulgou nesta terça-feira (17) nas redes sociais uma nota informando que não há qualquer fundamento nas acusações de abuso sexual feitas contra o empresário. Ela também criticou o vazamento das informações do processo que se encontra em segredo de Justiça.
Graciele Queiroz é alagoana, mas trabalha em São Paulo como advogada criminalista, e se apresenta no Instagram como especialista em "falsas acusações de violências sexuais", alega ter mestrado em Salamanca, Espanha e é professora. A advogada já atuou na defesa de outros réus em casos de estupro de grande destaque, como o caso de Victor Bonato, acusado de estuprar três mulheres, e de Rodrigo Carvalheira, preso por estupros em Recife. Além de ser defesa do Daniel Alves, acusado de estupro e a mãe dele, investigada por divulgar vídeos íntimos da vítima na internet.
"Fui surpreendida com o vazamento das informações de um processo de segredo de Justiça. Me causa estranheza, e eu me pergunto: a quem de fato interessa esse show midiático? Durante a investigação, ficou claro que houve uma conversa consensual e que foi dada a permissão a Kel Ferreti. Peço que agora respeitem todos os envolvidos e principalmente a família de Kel Ferreti", disse Graciele.
A reportagem entrou em contato com o Ministério Público de Alagoas (MP-AL) sobre a denúncia do órgão contra o empresário em relação ao caso de estupro.
Segundo o MP, o órgão não pode comentar detalhes do processo devido ao sigilo imposto pela Justiça e que por questões de proteção à vítima, e para garantir a integridade do processo, nenhuma informação pode ser divulgada até que haja uma sentença definitiva.
Sobre o caso
O crime de estupro aconteceu no dia 16 de junho deste ano, em uma pousada no bairro Cruz das Almas, em Maceió. A mulher relatou ao órgão que conheceu o empresário em um grupo de apostas online, onde ele oferecia dinheiro para quem realizasse o cadastro na plataforma divulgada.
Ferreti chamou a mulher no privado e pediu dados da sua conta bancária para enviar o dobro do valor prometido aos outros participantes. A vítima informou que ele realizava frequentemente transferências no valor de R$ 100, e que mantiveram contato por meio de um aplicativo de mensagens. O influenciador perguntou quanto ela cobraria para ficar com ele, mas a mulher respondeu que não era garota de programa.
Kel também pedia à vítima que fizesse fotos e vídeos sem roupa em troca do envio de mais dinheiro. Em uma das conversas, ele perguntou que ela gostava de "levar tapas" durante o ato sexual e a mulher respondeu que sim pois acreditava que seriam tapas leves.
Dias passaram e eles se encontraram na pousada. A denúncia aponta que Kleverton mordeu os seios da vítima com força e, mesmo após ela informar que estava doendo, ele não parou e afirmou que iria "arrancar os peitos" dela, mordendo com ainda mais força.
A vítima relatou que Kel desferiu socos contra suas costelas e quadris, além de tapas fortes e golpes de mão fechada no seu rosto. Além disso, ele a estrangulou. A mulher disse que se contorcia de dor, tentou se afastar dele e chegou a chorar, mas ele não parou com os abusos.
Uma publicação compartilhada por 𝐆𝐑𝐀𝐂𝐈𝐄𝐋𝐄 𝐐𝐔𝐄𝐈𝐑𝐎𝐙 I 𝐀𝐃𝐕𝐎𝐆𝐀𝐃𝐀 (@dra.gracielequeiroz)
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