Caso Kel Ferreti: Justiça decreta nova prisão preventiva após denúncia de estupro
Kel é acusado de abuso sexual contra uma enfermeira; crime aconteceu em uma pousada
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) informou, no início da tarde dessa quinta-feira (19), que a Justiça decretou uma nova prisão preventiva do ex-policial militar e influenciador Kleverton Pinheiro de Oliveira, conhecido como Kel Ferreti, desta vez pelo crime de estupro.
Kel Ferreti foi denunciado de cometer o crime contra uma enfermeira. A denúncia veio à tona no último dia 11. Segundo o promotor de Justiça que acompanhava o caso, o crime teria ocorrido em uma pousada no bairro de Cruz das Almas, em Maceió, no dia 16 de junho deste ano.
Conforme a denúncia, Ferreti e a vítima teriam se conhecido em um grupo de apostas e mantido conversas por aplicativos de mensagens, até que marcaram o encontro onde o crime teria ocorrido. A vítima relatou à polícia ter sido agredida fisicamente e estuprada durante o encontro.
A defesa de Kel Ferreti informou que não há qualquer fundamento nas acusações de abuso sexual feitas contra o empresário. A advogada também criticou o vazamento das informações do processo que se encontra em segredo de Justiça.
Kel Ferreti segue detido no Sistema Prisional pela acusação de liderar uma organização criminosa envolvendo jogos de azar e lavagem de dinheiro.
De acordo com o MPE/AL, os promotores que atuam nesse caso [de estupro] reafirmam o compromisso institucional do órgão em assegurar à vítima a sua ampla proteção e promoção de seus direitos "o que vem sendo feito logo que teve conhecimento da ocorrência por parte da ofendida, podendo inclusive buscar o apoio psicológico a ela a seus familiares caso necessário, e garantem que não vão economizar esforços para buscar a responsabilização do autor do fato na forma da lei, garantindo-lhe a ampla defesa e o contraditório, de maneira que não haja o estímulo a novos crimes e renovação de ilícitos dessa natureza."
Em caso de condenação, a ação penal prevê a aplicação de uma pena de 6 a 10 anos de reclusão.
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