Notas da comunidade: ferramenta que marcou polêmica com Zuckerberg começará a ser testada nos EUA
Com o recurso, usuários poderão 'corrigir' publicações nas plataformas, substituindo o sistema de verificação de fatos por terceiros
A Meta anunciou nesta quinta-feira (13) que as "notas da comunidade" começarão a ser testadas na próxima terça-feira (18) no Facebook, Instagram e Threads. Segundo a empresa, o recurso será avaliado inicialmente nos Estados Unidos.
As "notas da comunidade" substituem o programa de verificação de fatos feito por terceiros. Agora, os próprios usuários poderão corrigir informações publicadas — um modelo semelhante ao implementado pelo X, de Elon Musk.
A mudança foi anunciada por Mark Zuckerberg, dono da Meta, em um vídeo de 5 minutos publicado no Instagram no início de janeiro. Ele afirmou que os verificadores "tem sido muito tendenciosos politicamente e destruíram mais confiança do que criaram".
A Meta afirma que, nos EUA, cerca de 200 mil pessoas já se inscreveram para testar as ferramenta nesta primeira fase. As inscrições seguem abertas, segundo a empresa.
Apesar do lançamento, a empresa explica que as observações feitas pelos usuários não estarão visíveis para todos imediatamente.

"Começaremos a disponibilizá-las de forma gradual e aleatória para pessoas fora da lista de espera e levaremos um tempo para testar o sistema de redação e classificação antes que qualquer nota seja publicada publicamente", diz o comunicado.
A Meta não informou quando lançará oficialmente as "notas da comunidade", mas disse que pretende disponibilizá-las para todos nos EUA assim que o teste beta demonstrar estar funcionando de maneira eficaz.
"Assim que as Notas começarem a aparecer publicamente, nenhum novo rótulo de verificação de fatos de checadores terceiros aparecerá nos Estados Unidos, embora eles sejam livres para se tornarem colaboradores das Notas da Comunidade junto com outros usuários de nossa plataforma", disse.
Para Zuckerberg, verificadores estavam calando pessoas
Em janeiro deste ano, Zuckerberg afirmou que o programa de verificação começou como um movimento para ser mais inclusivo, mas que tem sido cada vez mais usado para calar opiniões e excluir pessoas com ideias diferentes. "Isso foi longe demais", disse.
Em comunicado, a Meta afirmou que as mudanças permitirão que as pessoas se expressem mais. E apontou que serão eliminadas "restrições sobre alguns assuntos que são parte de discussões na sociedade", com um novo foco na "moderação de conteúdo em postagens ilegais e violações de alta severidade".
A nova política anunciada pela Meta surpreendeu alguns parceiros de verificação de fatos que colaboravam com a empresa na moderação de conteúdo, segundo a agência Reuters.
Especialistas consultados pelo g1 alertam que a alteração na moderação de conteúdo permitirá que posts considerados problemáticos apareçam com mais frequência e permaneçam no ar sem a verificação da empresa, como desinformação sobre vacinas, Covid e eleições.
Para Yasmin Curzi, da Universidade de Virgínia (EUA), todos os conteúdos que não podem ser compreendidos como "explicitamente ilegais e violações de alta severidade" poderão aparecer, "compreendendo não só desinformação, mas também racismo e homotransfobia", diz.
"Pelo comunicado do Zuckerberg, apenas tipos muito específicos, como pornografia infantil, seguirão sendo objeto de ações de contenção de desinformação", diz Helena Martins, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) e integrante da Coalizão Direitos na Rede.
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