MPAL e DPE entram com Ação Civil Pública por danos morais coletivos contra município de Maceió
Também pedem que, no prazo máximo de 30 dias, o município implemente um sistema rigoroso e eficaz de fiscalização dos veículos utilizados no transporte escolar
Crianças e adolescentes usuários do transporte escolar municipal submetidos a situações diárias vexatórias, humilhantes e degradantes, em ônibus sucateados e em péssimo estado de conservação, com problemas estruturais graves que comprometem a segurança e violam frontalmente os requisitos estabelecidos pelo Código de Trânsito Brasileiro, afetando sua dignidade, autoestima e bem-estar psicológico. Esse é um dos motivos que levaram o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) e a Defensoria Pública Estadual (DPE) a ingressarem, nesta quinta-feira (3), com uma Ação Civil Pública (ACP) contra o município de Maceió por danos morais coletivos.
Segundo os promotores de Justiça e defensores públicos responsáveis pela ACP, “a submissão contínua a esta realidade de transporte precário, inseguro e insalubre gera um sentimento generalizado de descaso, abandono e impotência por parte dos estudantes e de suas famílias, configurando clara e inaceitável violação à dignidade humana destes jovens cidadãos”.
Devido a isso, os dois órgãos solicitam ao Poder Judiciário, por meio da 28ª Vara da Infância e Juventude da Capital, que condene o município de Maceió ao pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 5 milhões, a serem revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Também pedem que, no prazo máximo de 30 dias, o município implemente um sistema rigoroso e eficaz de fiscalização dos veículos utilizados no transporte escolar. Essa medida, conforme os autores da ACP, é necessária para garantir que todos os veículos em circulação atendam integralmente aos requisitos de segurança estabelecidos pelo Código de Trânsito Brasileiro (artigos 136 a 138) e pelas normas específicas aplicáveis, sob pena de multa diária no valor de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
De acordo com a promotora de Justiça Alexandra Beurlen (Defesa dos Direitos Humanos), que assina a ACP, em diversas inspeções foram flagrados ônibus com as seguintes situações: inexistência ou ineficiência dos cintos de segurança; pingueiras no teto que deixam os bancos dos ônibus constantemente molhados, formando poças de água e tornando o ambiente insalubre e desconfortável; bancos danificados; pneus recauchutados ou em péssimo estado de conservação; existência de uma espécie “alçapão” aberto no piso do ônibus, representando um risco gravíssimo de queda para as crianças; volantes danificados e com folga excessiva; portas fechadas de maneira improvisada; superlotação; além de deficiência quanto à acessibilidade, manutenção, Identificação e equipamentos obrigatórios.
Também assinam a ACP o promotor de Justiça Alberto Tenório Vieira, titular da 44ª Promotoria de Justiça da Capital (Proteção à Infância e Juventude), e os defensores públicos Isaac Vinícius Costa Souto e Lucas Monteiro Valença.
Últimas notícias
Rafael Brito celebra vitória de Lula e a garantia de investimentos na educação do país
Semana Estadual do Livro e Bibliotecas reúne programação cultural em Alagoas
HGE participa do diagnóstico e tratamento de criança de dois anos com pancreatite
Aplicativo do Programa Saúde Até Você Digital alcança mais de 140 mil consultas
Thiago Prado diz que liberar comércio na orla prejudicaria ambulantes antigos
Hemoal faz coleta de sangue e cadastro de medula óssea em centro universitário
Vídeos e noticias mais lidas
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
Após prefeitura repor lâmpada, dono de sucata desafia moradores e arranca braço de poste
