Pilotos e comissários entram em estado de greve na véspera do fim de ano
Decisão sobre paralisação será tomada no dia 29 de dezembro
Pilotos e comissários brasileiros entraram em estado de greve após rejeitarem duas propostas de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), incluindo um texto mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A decisão, anunciada pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), ocorre às vésperas do período de maior demanda do transporte aéreo, durante as festas de final de ano, e pode afetar a programação de Ano Novo caso a paralisação seja aprovada.
Segundo o sindicato, os tripulantes seguem trabalhando normalmente até a realização da assembleia de deflagração de greve, marcada para a próxima segunda-feira (29), às 9h30, na sede do SNA, em São Paulo. Na reunião, pilotos e comissários decidirão se a categoria irá ou não interromper as atividades.
De acordo com o SNA, tanto a proposta apresentada pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) quanto o texto mediado pelo TST foram rejeitados por não preverem ganho real de salário e por não avançarem em pontos considerados prioritários pela categoria. Entre as principais demandas está o combate à fadiga, tema diretamente relacionado à saúde dos tripulantes e à segurança operacional, especialmente em um contexto de alta utilização da malha aérea.
O sindicato também destacou o desempenho econômico das companhias aéreas em 2025. Segundo a entidade, o setor registrou resultados financeiros expressivos, inclusive empresas que enfrentam processos de recuperação judicial. Para os aeronautas, o cenário reforça a percepção de que há margem para avanços nas condições de trabalho e na remuneração.
Caso a greve seja aprovada, o movimento poderá ocorrer em um momento sensível para o setor, com aeroportos e companhias operando próximos ao limite de capacidade devido ao aumento do fluxo de passageiros típico do fim de ano. Uma eventual paralisação tende a gerar impactos operacionais, como atrasos, cancelamentos e necessidade de reacomodação de passageiros.
Em nota, o SNA afirmou reconhecer os transtornos que uma greve pode causar aos usuários do transporte aéreo, mas classificou a mobilização como um último recurso, diante da falta de consenso nas negociações.
O sindicato afirma que sustenta que a valorização dos aeronautas é um fator essencial para a manutenção dos padrões de segurança e qualidade do serviço prestado à aviação civil brasileira.
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