Justiça

Justiça mantém condenação de mulher apontada como mandante da morte de advogado

Tribunal de Justiça de Alagoas rejeitou recurso da defesa e manteve pena de 28 anos de prisão

Por 7Segundos, com MPAL 11/03/2026 18h06 - Atualizado em 11/03/2026 18h06
Justiça mantém condenação de mulher apontada como mandante da morte de advogado
Tribunal de Justiça de Alagoas manteve condenação de 28 anos contra mulher apontada como mandante da morte de advogado - Foto: Divulgação

O Tribunal de Justiça de Alagoas manteve a condenação de Janadaris Sfredo, apontada como mandante do assassinato do advogado Marcos André de Deus Félix. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (11), após julgamento de um recurso apresentado pela defesa da ré.

Durante a sessão, o procurador de Justiça Luiz Vasconcelos, do Ministério Público de Alagoas, fez sustentação oral defendendo a manutenção da sentença definida no júri popular.

Os desembargadores acompanharam o entendimento do Ministério Público e rejeitaram por unanimidade o pedido de redução da pena.

Janadaris havia sido condenada a 28 anos de prisão pelo crime em julgamento realizado em agosto de 2025. Segundo o Ministério Público, as provas reunidas no processo apontam que ela teria ordenado o assassinato do advogado.

Entre os elementos citados durante o julgamento estão saques bancários realizados no mesmo dia do atentado, que, de acordo com a investigação, teriam sido usados para pagar os executores do crime.

O caso

O advogado Marcos André de Deus Félix foi baleado no dia 14 de março de 2014, nas proximidades da Praia do Francês, em Marechal Deodoro.

De acordo com as investigações, ele havia acabado de sair da praia quando foi abordado por dois homens armados, que efetuaram disparos à queima-roupa.

A vítima chegou a ser socorrida e ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, em Maceió. Durante a internação, ele teria relatado por escrito a um amigo advogado que acreditava que Janadaris seria a responsável pelo atentado.

O advogado morreu no dia 27 de março de 2014, em decorrência dos ferimentos causados pelos disparos.

Segundo a investigação, o crime teria sido motivado por um conflito envolvendo a administração de uma pousada, arrendada por Janadaris e seu marido, após um processo de despejo por atraso no pagamento do aluguel.