PF cumpre mandados contra tráfico de transexuais e trabalho escravo
Operação, denominada Fada Madrinha, investiga um esquema de tráfico internacional de pessoas e trabalho escravo
A Polícia Federal, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público Federal (MPF) cumprem cinco mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão nesta quinta-feira (9), no interior de São Paulo. A Operação, denominada Fada Madrinha, investiga um esquema de tráfico internacional de pessoas e trabalho escravo.
Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal de Franca e são cumpridos nas cidades de Franca (SP), São Paulo (SP), Goiânia (GO), Aparecida de Goiânia (GO), Jataí (GO), Rio Verde (GO) e Leopoldina (MG).
De acordo com nota da PF, a investigação começou em novembro do ano passado, quando recebeu a denúncia de que jovens eram aliciados pelas redes sociais com a promessa de procedimentos cirúrgicos faciais e corporais para mudança de sexo. O grupo também dizia que as vítimas participariam de concursos de misses na Itália.
Contudo, chegando a Franca, as transexuais eram submetidas a exploração sexual e condição análoga à escravidão.
“Os investigados aplicavam silicone industrial no corpo das vítimas e as encaminhavam para clínicas médicas, para implante de próteses mamárias, havendo indícios de que as próteses utilizadas eram provenientes de reuso”, diz a PF em nota.
Ainda de acordo com o comunicado, as vítimas eram obrigadas a adquirir roupas, perucas, sapatos e outros itens dos próprios suspeitos, o que as levava a um ciclo de endividamento. “As vítimas consideradas mais bonitas e promissoras eram enviadas à Itália para a participação em concursos de misses, tudo a expensas dos investigados, o que dava causa a um novo ciclo de endividamento”, continua a nota.
Ao chegarem à Itália, as transexuais eram novamente submetidas à exploração sexual para o pagamento das dívidas.
Os criminosos também anunciavam a venda das transexuais pela internet, por cerca de 15 mil dólares.
Ainda segundo a PF, os investigados responderão pelos crimes de tráfico internacional de pessoas, redução à condição análoga a de escravo, associação criminosa, rufianismo e exercício ilegal da medicina.
Veja também
Últimas notícias
Tradicional escola de Maceió anuncia encerramento das atividades após ordem de despejo
Prefeito JHC garante gratuidade nos ônibus para pessoas a partir de 65 anos
Amigos de alagoana assassinada em hotel de Aracaju fazem ato em memória da vítima
Ansiedade e depressão crescem entre adolescentes e acendem alerta para famílias
Inscrições para o Banco da Mulher Empreendedora seguem até 29 de março em Maceió
Suspeito de matar empresária alagoana tem alta médica e segue para presídio militar
Vídeos e noticias mais lidas
Mistério em Arapiraca: saiba quem era o empresário morto a tiros em condomínio
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Cunhado de vereador é encontrado morto a tiros dentro de condomínio em Arapiraca
Subcomandante de unidade da PM de AL é denunciado por agredir a esposa, também policial militar
