Descendentes de Hitler fizeram pacto para não ter filhos
Fardo familiar já impediu um remanescente de se casar com uma mulher judia nos Estados Unidos, após ela saber sobre a origem do noivo
Um pacto definiu que todos os familiares vivos de Adolf Hitler não iriam ter filhos, com o objetivo de evitar que futuras gerações carreguem o fardo de ser descendente do líder nazista da Alemanha. Ele foi o principal responsável pela morte de mais de 20 milhões de pessoas - entre elas 6 milhões de judeus - na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A história foi confirmada pelo jornalista britânico David Gardner, segundo informou o jornal israelense The Times of Israel. Gardner localizou, nos anos 90, os descendentes de Hitler e escreveu um livro intitulado “O Último dos Hitlers: A História do Sobrinho Britânico de Adolf Hitler e o Incrível Pacto para Certificar-se de Que Seus Genes Morrerão."
“Eles não assinaram um pacto, o que fizeram foi conversarem entre si. Falaram sobre o fardo que tiveram no passado de suas vidas e decidiram que nenhum deles se casaria, nenhum deles teria filhos. . E isso é ... um pacto que eles mantiveram até hoje."
Um dos que sobraram é o americano Alexander Stuart-Houston, sobrinho-neto do ditador. Alexander, de 68 anos, é filho de William Patrick Stuart-Houston (antes William Patrick Hitler) e neto de Alois Hitler Jr., o pai de Adolf e de William, este com a segunda mulher.
Ao jornal alemão Bild, no início deste mês, Alexander contou que o peso da família é tamanho que um dos últimos membros vivos teve seu noivado desfeito com uma moça judia, após ela saber a origem familiar dele. Alexander não revelou quem era o familiar e nem identificou a família judia que impediu o noivado.
Origem da família
Vivendo em uma família tumultuada, com o pai, Alois (pai de Hitler) e a madrasta, Alois Hitler Jr. deixou o lar, foi preso em confusão e depois que saiu da Alemanha, conheceu a irlandesa Bridget Dowling, na Irlanda. William Patrick Stuart-Houston é filho de ambos.
Após morar em Liverpool (onde nasceu em 1911) William tentou a vida, aos 20 anos, em Berlim, mas, sem apoio de Hitler, que passou algumas temporadas em sua casa em Liverpool (nos anos 1912 e 1913, fugindo do alistamento militar, foi morar nos Estados Unidos.
William se instalou com a família, em 1946, mudando o sobrenome para Hiller, em Long Island, Nova York. Tempos depois, mudou o sobrenome para Stuart-Houston, possivelmente para se desvincular de qualquer semelhança com o sobrenome familiar e dar um caráter anglo-americano à família.
Ele teve quatro filhos: Alexander, Brian, Louis e Howard. O único que planejou ter filhos foi Howard que, no entanto, morreu em um acidente de carro em 1989. Os três irmãos vivos moram em Patchoque, pequena cidade na costa sul de Long Island (NY), onde nasceram. Levam uma vida tranquila e sem muitas expectativas.
Segundo Alexander informou ao jornal, os irmãos até pensaram em publicar um livro autobiográfico, relatando a vida dos últimos descendentes do ditador. No entanto, ele conta que logo mudaram de ideia. E, com dignidade, ele não tem vergonha de explicar a sua vergonha, quando o assunto é a questão de descendência familiar.
“Nós não faremos isso, nem por todo o dinheiro do mundo."
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