Federalização do caso Marielle é um retrocesso, diz família da vereadora
Parentes da parlamentar enviaram carta à ministra Laurita Vaz
Os familiares de Marielle Franco enviaram na última segunda-feira (18) uma carta ao STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo à ministra Laurita Vaz que não federalize as investigações da morte da vereadora e do motorista Anderson Carmo, em março de 2018.
A família da parlamentar julga um “retrocesso” a federalização do inquérito e reforçou que confia na Polícia Civil e no MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), listando avanços que eles entendem como importantes nas investigações.
“As equipes da Delegacia de Homicídios e do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público obtiveram avanços importantes na apuração das execuções de Marielle Franco e de Anderson Gomes, como a identificação e prisão, em 12 de março de 2019, dos dois supostos assassinos e a posterior descoberta de que armas foram retiradas de um apartamento no bairro da Pechincha, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que seria ligado ao policial militar reformado Ronnie Lessa, e lançadas ao mar nas imediações das Ilhas Tijucas.”
Na carta enviada à ministra, a família de Marielle ainda afirma que não há elementos suficientes para que o caso seja investigado pelo MPF (Ministério Público Federal), reforçando mais uma vez no documento os avanços obtidos pelas instituições do Rio de Janeiro.
O pedido ao STF foi assinado por Marinete da Silva (mãe), Antonio Francisco da Silva (pai), Anielle Silva dos Reis Barboza (irmã), Luyara Francisco dos Santos (filha) e Monica Benicio (viúva).
A federalização do caso deve ser julgada até dezembro, antes do recesso de final de ano do STF.
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