Prévia da inflação é a maior para outubro desde 1995, aponta IBGE
Avanço de 1,2% do IPCA-15 representa uma alta em ritmo maior do que a taxa de 1,14% apurada em setembro
A prévia da inflação de preços no Brasil avançou 1,2% em outubro. A variação é a maior para o mês em 26 anos e a mais alta desde fevereiro de 2016, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado representa uma aceleração em relação ao salto de 1,14% nos preços apurado para o mesmo período do mês passado. Com a sequência de altas, o indicador agora acumula ganho de 8,3% neste ano e de 10,34% nos últimos 12 meses.
Novamente, a disparada nos preços da energia elétrica (3,91%) representou o maior impacto individual da prévia da inflação. A alta ocorre em meio à adoção da bandeira tarifária Escassez Hídrica, que tem um custo adicional de R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, o mais alto entre todas as bandeiras.
Outra contribuição importante dentro do grupo de habitação, que registrou alta de 1,87% na primeira quinzena de outubro, partiu do gás de botijão, com alta de 3,8%) no período. Trata-se do 17º mês consecutivo de avanço no preço do item, que acumula alta de 31,65% somente neste ano.
Os combustíveis também seguem em alta (2,03%) e continuam pressionando os preços. A gasolina subiu 1,85% em outubro e acumula ganho de 40,44% nos últimos 12 meses. Etanol (+3,2%), óleo diesel (+2,89%) e gás veicular (+0,36%) também ficaram mais caros nos últimos dias.
Alimentos
Grupo de destaque na apuração da inflação todos os meses, os alimentos e bebidas saltaram 1,38%, influenciado principalmente pela alimentação no domicílio, cuja taxa passou de 1,51% em setembro para 1,54% em outubro.
O peso no bolso para comer dentro da própria casa partiu das altas registradas nos preços das frutas, que ficaram 6,4% mais caras no período. Houve altas também nos preços do tomate (23,15%), da batata-inglesa (8,57%), do frango em pedaços (5,11%), do café moído (4,34%) do frango inteiro (4,20%) e do queijo (3,94%).
Por outro lado, deram um alívio no bolso das famílias os preços da cebola (-2,72%) e, pelo nono mês consecutivo, do arroz (-1,06%). As carnes, por sua vez, registraram deflação de 0,31% e ficaram mais em conta pela primeira vez em 17 meses.
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