Equipe econômica avalia aumento temporário no Auxílio Brasil
A ideia é que, caso a guerra persista, o governo trabalhe em uma ação focalizada, com reajuste temporário do benefício social
O Ministério da Economia avalia uma proposta para aumentar temporariamente o valor do benefício do programa Auxílio Brasil, no caso de os impactos negativos da guerra na Ucrânia sobre a economia serem persistentes, informaram duas fontes do governo nesta segunda-feira (14), ressaltando que a medida seria uma possibilidade apenas em situação de extrema necessidade.
O programa social paga parcelas mensais de cerca de R$ 400 a aproximadamente 18 milhões de famílias. Em caso de continuidade da guerra e novas altas expressivas da cotação do petróleo, com permanência em patamar elevado e impacto sobre a inflação, a ideia é que o governo trabalhe em uma ação focalizada, com reajuste temporário do benefício social.
De acordo com as fontes, por ser considerada a última opção, a ideia não está formalmente desenhada, e não há valor definido para esse eventual aumento.
Um dos componentes da pasta afirma que a primeira leva de medidas já avançou com a sanção da lei que reduz tributação federal de combustíveis e muda a forma de cálculo do ICMS, além da aprovação no Senado do texto que cria um fundo para estabilizar oscilações de preços desses insumos e ampliar o programa que concede auxílio de gás a famílias carentes.
Por isso, segundo o relato, antes de qualquer nova iniciativa, é necessário concluir e regulamentar essas medidas, avaliando posterior efeito sobre os preços e a economia.
A segunda fonte ressalta que a autorização desse benefício adicional dependeria de uma decretação de calamidade pública no país, para viabilização dos gastos, o que dependeria de aprovação do Congresso. A medida não está nos planos do governo neste momento.
A ideia posta em discussão internamente de focalizar eventual novo benefício é parte da estratégia da equipe econômica para evitar a liberação de um gasto ainda maior.
Segundo as fontes, o ministério é contra ideias que circulam no governo de dar subsídio direto a combustíveis ou cortar o PIS/Cofins que incide sobre a gasolina. A avaliação é que essas medidas demandam gastos excessivos, pouco eficientes e que beneficiam pessoas que não precisam desse auxílio.
Últimas notícias
TRE de Alagoas alerta sobre conteúdo falso sobre pendências eleitorais
Thiago Prado defende união de órgãos para coibir arrombamentos no Centro de Maceió
Prefeitura realiza cadastro para comerciantes do Estádio Coaracy da Mata Fonseca
Mulher usa caixão para aproveitar oferta de pipoca em cinema
Governo Federal reconhece situação de emergência em mais três cidades de Alagoas
Prazo para cadastro e recadastro do Vamu Escolar encerra em 31 de março
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Subcomandante de unidade da PM de AL é denunciado por agredir a esposa, também policial militar
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
