Profissionais de escunas protestam e ‘fecham’ piscinas naturais de Maragogi
Manifestação pacífica ocorre na manhã desta quarta-feira (12)
Os profissionais que trabalham com escunas (embarcação de dois mastros ou mais) protestam, pacificamente, na manhã desta quarta-feira (12) e anunciaram o ‘fechamento’ das piscinas naturais de Maragogi (um dos principais atrativos turísticos da Costa dos Corais). Os manifestantes querem o cumprimento das normas do plano de manejo feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A manifestação iniciou nas primeiras horas da manhã de hoje e se concentrou na Praça de Eventos, na avenida Senador Rui Palmeira, na orla marítima da Praia de Maragogi. Os escuneiros se reuniram com o secretário Especial de Governo, Gabriel Vasconcelos, mas o protesto foi mantido. O bloqueio atingiu as piscinas naturais de Barra Grande, Galés, Taocas e Buraco do Mércio.

O escuneiro Joffessy Kennedy ‘Irmão Jó’ contou como foi a reunião com Gabriel Vasconcelos. “O Gabriel Vasconcelos chegou aqui gentilmente, chamou para o acordo, porém, a gente vai fazer o que veio fazer: a gente veio fazer uma manifestação pacífica, um protesto, e iremos terminar. Agradecemos a ele, pela pessoa do Dani Vasconcelos, e se prontificou para nos ajudar, porém, hoje, as piscinas naturais de Maragogi serão fechadas. Até segunda ordem, não será aberta. Caso nós, aqui escuneiros, obtivermos respostas, sucesso nesse protesto, abriremos”, afirmou.
Joffessy Kennedy ressaltou que os escuneiros querem o aquaviário organizado, como rege o plano de manejo feito pelo ICMBio. “A gente pediu a ele que organizasse como é o cenário para ser organizado pelo ICMBio: quantidade certa por embarcação, cota de mergulho só levando mergulhador, embarcação não dando duas viagens, é isso que a gente pede”, disse.
Cada escuna pode levar 12 pessoas ao mar de Maragogi. Os escuneiros protestam e alegam que outros tipos de embarcações (catamarã e lancha) estão levando turistas além da capacidade e estão fazendo mais de uma vez por dia. “A questão é organização, a precificação justa para todos, pois, não queremos que o rio Maragogi vire cemitério de barcos, a gente quer que todos rodem, a renda bruta de Maragogi em relação ao aquaviário seja distribuída por igual. São essas coisas que a gente está pedindo e peço a todos que nos ajudem. A gente só está pedindo organização e estamos sendo oprimidos demais”, finalizou Joffessy Kennedy. Eles dizem que, com o excesso de passageiros e de viagens das outras embarcações, os escuneiros acabam ficam sem passageiros.

O 7Segundos tentou contato com o secretário Gabriel Vasconcelos, mas ele ainda não se manifestou. A reportagem também já se comunicou com a Secretaria de Comunicação, mas até a publicação da matéria o órgão ainda não se manifestou e assim que o governo se manifestar a matéria será atualizada. Às 14h desta quarta-feira (12) os escuneiros irão se reunir com representantes do governo no Gabinete do Prefeito.
Veja aqui o vídeo:
Com apuração de Isac Silva*
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