Bolsonaro tem dreno retirado, não tem febre e segue com boa evolução clínica, diz boletim
Ele continua com sessões de fisioterapia, não pode receber visitas e não há previsão de alta hospitalar
O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), em um hospital particular de Brasília, nesta segunda-feira (21). De acordo com boletim, segue com boa evolução clínica, sem febre e pressão arterial controlada. Os médicos destacaram a retirada do dreno do abdômen e a realização da troca do curativo da cirurgia.
“O Hospital DF Star informa que o ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em acompanhamento pós-operatório. Segue com boa evolução clínica, sem febre e pressão arterial controlada. Foram retirados os drenos do abdômen e realizada a troca do curativo da incisão cirúrgica, que se encontra em excelente aspecto. Continua em jejum oral e com nutrição parenteral exclusiva. Segue intensificando a fisioterapia motora e medidas de reabilitação. Persiste a recomendação de não receber visitas e não há previsão de alta da UTI”, diz o boletim médico.
No domingo (13), Bolsonaro fez uma cirurgia de mais de 11 horas, em um hospital particular da capital federal. O problema no intestino do ex-presidente é consequência do ataque sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora (MG), ao ser esfaqueado na barriga. Trata-se da sétima cirurgia desde o incidente.
Segundo médicos, o procedimento mais recente foi bem-sucedido, mas o ex-presidente precisa ainda dos cuidados da UTI. De acordo com o cardiologista Leandro Echenique, quando se faz uma operação deste porte, o corpo do paciente fica mais inflamado, e isso pode levar a uma série de intercorrências, exigindo monitoramento da pressão arterial e ações para possíveis infecções.
Vontade de andar e trabalhar
Na última terça-feira (15), Bolsonaro usou as redes sociais para comentar a cirurgia de laparotomia exploradora feita recentemente. Na publicação, o ex-chefe do Executivo destacou ter feito o “procedimento mais invasivo” até então, comentou a “enorme vontade de voltar a andar e trabalhar” e relatou que, neste momento, foi orientado pelos médicos a receber visitas apenas de familiares e profissionais de saúde
“Isso é essencial para evitar conversas e estímulos que possam causar dilatação e até mesmo descolamento da parede abdominal — riscos que precisam ser evitados com máxima cautela frente ao enfrentado na sala de cirurgia”, afirmou. O ex-presidente agradeceu a Deus por “mais um milagre”, ao povo brasileiro “pela fé e pelas orações” e aos familiares. “Tenho certeza de que, sem todos esses pilares, eu não teria a chance de me sentir como me sinto agora: com disposição e enorme vontade de voltar a andar e trabalhar, sempre ouvindo de perto o sentimento do povo brasileiro”.
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