[Vídeo] Famílias pressionam por respostas sobre demarcação de terras em Palmeira dos Índios
Sessão foi convocada pelo deputado estadual Cabo Bebeto
A Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) realizou, nesta segunda-feira (24), uma sessão especial para discutir a demarcação de terras em Palmeira dos Índios, tema que tem provocado preocupação, tensão e incerteza entre moradores da região. O encontro reuniu representantes de instituições federais, estaduais e municipais, além de lideranças indígenas, agricultores, comerciantes, empresários, sindicatos, associações civis e parlamentares federais.
A sessão foi convocada pelo deputado estadual Cabo Bebeto, após relatos de famílias que afirmam estar inseguras com possíveis mudanças nas terras onde vivem e trabalham há décadas. Segundo o parlamentar, o principal objetivo foi garantir que a população tivesse espaço de fala e que os órgãos responsáveis apresentassem informações oficiais e transparentes.
“O governo não pode resolver o problema de uns causando problema para outros. É preciso reavaliar a situação”, afirmou o deputado. Ele criticou o fato de o estudo que embasa o processo ter sido elaborado por apenas uma profissional. “É algo muito grave para ficar nas mãos de apenas uma pessoa. O governo federal precisa ampliar esse estudo, envolvendo mais especialistas, para que se tome a melhor decisão possível – ou pelo menos a menos ruim”, enfatizou.
Cabo Bebeto destacou ainda que tanto áreas rurais quanto urbanas seriam afetadas, atingindo “uma parcela relevante de Palmeira dos Índios”. Para Bebeto, é fundamental que o processo seja conduzido com transparência e diálogo. “A população não está conseguindo espaço de fala, e a Assembleia tem esse papel de permitir que os órgãos e os moradores se manifestem”, completou.
Também durante a sessão, o procurador de Palmeira dos Índios falou sobre a necessidade de prudência e cautela, diante do impacto social e econômico caso haja desapropriações sem compensações adequadas. “Não é uma mudança simples. São áreas construídas pela vida das pessoas ao longo de muitos anos. Se houver desocupações sem contraprestação, teremos um desarranjo social enorme, e o município não terá condições de acomodar todos”, disse Marcos Guerra.
O processo, segundo lembrado na sessão, já foi pauta de debates no Congresso Nacional, na própria Assembleia Legislativa e no município. No entanto, ainda depende de assinatura do presidente da República para avançar. Com o encerramento da sessão, a expectativa é de que os órgãos federais envolvidos se manifestem oficialmente, apresentando os próximos passos. Agora, os encaminhamentos seguem sob responsabilidade dos órgãos federais e da Justiça.
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