Quadrilha comandava crimes dentro de presídio
Nove suspeitos de vários crimes em todo o estado de Alagoas foram presos durante uma operação na madrugada desta quinta-feira (19). Segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil (PC), a quadrilha está ligada a organização criminosa do reeducando Cícero Ferreira da Silva, conhecido como "Barão", que comandava o restante do grupo de dentro do presídio Baldomero Cavalcante, em Maceió.
Eraldo Clementino da Silva, Margarida dos Santos Silva, Edson Carlos Clementina foram presos nas cidades de Anadia e Rio Largo. Os outros cinco envolvidos já estavam presos e foram notificados das novas acusações dentro do presídio. São eles: Tallisson Ferreira da Silva, Denilzo José de Melo, Joaquim José de Vasconcelos (marido de Maria Daniela), Neusvaldo José Júnior e Allisson Bruno Gomes de Lima,
As prisões aconteceram em cumprimento a mandados expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, segundo o responsável pela ação, Delegado Ronilson Medeiros. "As investigações apontaram que essas pessoas tinham envolvimento com a organização do Barão e chegamos até ele comprovando o fato", disse o delegado.
Suspeitos
Os quatro suspeitos presos nesta quinta, negaram qualquer envolvimento com o grupo criminoso. Edson da Silva, apontado como cunhado de Barão, afirma que não sabia do envolvimento da irmã e do cunhado com os crimes.
“Não sabia do envolvimento deles com os crimes. Em uma ocasião, eu estava dormindo quando acordei com o barulho de alguém estacionando o carro na minha garagem. Quando fui questionar, me falaram que era ordem do barão e foram embora. Depois descobri que o carro foi usado para crimes”, informa Edson da Silva.
Os pais de Silva, Eraldo Clementino e Margarida, afirmam se quer conhecer o Barão. “Não conheço ele. Minha filha conheceu ele através de um amigo, durante uma visita no presídio, mas eu nunca soube que ela andava cometendo crimes”, diz Margarida.
Maria Daniela também diz não ter qualquer ligação com a quadrilha e afirma que não sabia das práticas do marido. “Ele sempre foi homem para assumir as coisas que fazia, se ele foi culpado,deve pagar, mas eu não acredito que ele tenha cometido algum crime. Ele sempre assumiu suas responsabilidades”, relata.
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