MPE/AL investiga prefeitura por atraso no pagamento de empréstimos consignados

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) promoveu, nesta sexta-feira (17), uma audiência com representantes da Prefeitura de Porto Real do Colégio, servidores públicos e bancos, que estão em litígio por atraso no pagamento de empréstimos consignados. O encontro foi comandado pela Promotoria de Justiça do Município e pelo Núcleo de Defesa do Patrimônio Público no prédio-sede da Procuradoria Geral de Justiça, em Maceió.
A Prefeitura descontou do salário dos servidores os valores referentes à quitação dos empréstimos consignados, mas deixou de repassá-los a quatro instituições financeiras: Caixa Econômica Federal, Bradesco, Banco Semear e Banco do Brasil. A irregularidade nos repasses de centenas de milhares de reais aos credores vem ocorrendo de 2014 e se tornou ainda maior por conta da incidência de juros e atualização monetária. O Município também deve ao sindicato dos servidores R$ 138.955,51 de descontos em folha não repassados.
Na audiência, a Secretaria Municipal de Finanças justificou o atraso com os problemas financeiros que atingem Porto Real do Colégio, afirmando que teve de preterir o repasse dos descontos aos bancos e sindicato para garantir o pagamento dos salários dos servidores. A Prefeitura também reconheceu que mais de 60% do orçamento do Município são destinados para gastos de pessoal, em desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal.
Diante dos promotores de Justiça Saulo Ventura e José Carlos Castro, o prefeito de Porto Real do Colégio, Sérgio Reis Santos, comprometeu-se a fazer ajustes na folha de pagamento e quitar todos os débitos com o advento do reajuste da cota do Fundo de Repasse dos Municípios pelo Governo Federal, que está previsto para o mês de julho.
Diligências
Os representantes do Ministério Público Estadual concederam 20 dias para as instituições financeiras e sindicato apresentarem novos documentos sobre a dívida do Município, bem como 15 dias para a Prefeitura Municipal entregar os relatórios de gestão fiscal referentes aos anos de 2015 e 2016, além da folha de pagamento mais recente.
“Vamos aguardar a entrega dos documentos pelos bancos, sindicato e Município nos prazos ajustados, deixando registrado que a intenção do Ministério Público é promover a regularização financeira e apurar eventuais irregularidades cometidas na gestão de Porto Real do Colégio, ficando os interesses privados para serem ajustados entre as partes envolvidas”, disseram os promotores de Justiça Saulo Ventura e José Carlos Castro.
O sindicato se incumbiu também de analisar a folha de pagamentos para detectar eventuais irregularidades e repassar aos promotores aquilo que apurarem.
Últimas notícias

Anvisa suspende interdição de venda de creme dental da Colgate

Cardiologista alagoano morre após acidente de jet ski em Aracaju

Motorista embriagado provoca colisão com veículos estacionados no Jaraguá

PM-AL apreende mais de 154 kg de drogas e 37 armas de fogo em uma semana

Imagens mostram momento exato de terremoto na Tailândia

Corpo de jovem é encontrado com ferimentos causados por arma branca em Novo Lino
Vídeos e noticias mais lidas

Alvo da PF por desvio de recursos da merenda, ex-primeira dama concede entrevista como ‘especialista’ em educação

12 mil professores devem receber rateio do Fundeb nesta sexta-feira

Filho de vereador é suspeito de executar jovem durante festa na zona rural de Batalha

Marido e mulher são executados durante caminhada, em Limoeiro de Anadia
