[Vídeo] Paciente denuncia negligência de médico do Hospital Chama
Vítima precisa do laudo médico para conseguir se aposentar.
O senhor Aristides Evangelista tem 50 anos e é morador do bairro Manoel Teles, em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. Carregado de problemas de saúde, a exemplo de três hérnias de disco, três cistos na bolsa escrotal e uma dor crônica na perna esquerda que deixa Aristides dependente de uma bengala, agora surgiu mais um: a negligência de um neurocirurgião do Hospital Chama.
A redação do 7 Segundos recebeu a ligação e foi conversar com o denunciante. Durante a entrevista, o paciente contou todo o seu histórico de doenças, inclusive ele estava em mãos com vários exames que foram realizados, muitos a pedido do próprio médico Alan Tenório, que agora, pelo que diz o senhor Aristides, se nega a dar um laudo médico, documento necessário para que a vítima consiga se aposentar.
De acordo com o denunciante, por várias vezes o neurocirurgião, quando procurado pelo paciente, chegou a dizer “se vire, eu não sou mais o seu médico” ou “eu não posso fazer nada por você”.
Desesperado e por não conseguir o apoio de ninguém no Hospital, Seu Aristides resolveu procurar a imprensa nessa terça-feira (29) para conseguir os seus direitos, visto que o INSS cortou o seu benefício no dia 11 de julho e ele precisa comprar sua medicação que custa quase R$ 500, em contrapartida a vítima tem o direito de se aposentar por não poder mais trabalhar em virtude dos problemas de saúde, mas para isso precisa do documento que o médico se nega a entregar, como relatou ao 7 Segundos.
Ainda segundo Aristides, como foi o médico Alan quem acompanhou grande parte do tratamento, é o próprio quem precisa confeccionar o laudo. Mesmo sendo paciente do SUS, Aristides chega a pedir, no vídeo que você pode conferir lobo abaixo, que o médico “seja mais sensível e respeite os pacientes”.
O que diz o Hospital
A redação do 7 Segundos tentou, por diversas vezes, entrar em contato com o Hospital através dos dois números disponibilizados no site oficial da instituição, mas sem sucesso.
Em posse do número de uma pessoa identificada como Sônia, que segundo foi informado ao site, trabalha no setor administrativo, a redação ligou, mandou mensagem e não teve retorno.
Na manhã desta quinta-feira (31) a equipe de reportagem externa foi até o Hospital e não tinha ninguém disponível para recebe-la. Os repórteres foram orientados a ligar, novamente, para o número informado no site do Chama.
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